Sobre o tema envolvendo reconhecer Lula, além disso, quase uma semana depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamar o resultado das urnas, o Novo segue sem reconhecer a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Dessa forma, A postura isola a legenda: outras 27 siglas já emitiram declarações aceitando a vitória, incluindo o PL, agremiação à qual pertence o candidato derrotado Flávio Bolsonaro.
Com isso, O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, justificou a posição em publicação nas redes sociais. Nesse sentido, segundo ele, reconhecer o resultado seria contraditório enquanto o partido ainda contesta a eleição na Justiça. “Não vai mudar. Portanto, primeiro porque seria contraditório a gente reconhecer a vitória de uma chapa que a gente ainda está contestando na Justiça”, afirmou Ribeiro. O partido alega ter três ações pedindo a cassação da chapa Lula-Alckmin, ajuizadas antes da eleição. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a reconhecer Lula continuam sendo acompanhados com atenção.
Em publicação separada, Ribeiro também questionou a legitimidade do pleito. “O resultado da eleição é a prova de que o Brasil não é uma democracia”, escreveu. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade”.
Contexto e detalhes sobre reconhecer Lula
O Mobiliza, outra sigla de direita, igualmente permaneceu em silêncio sobre o resultado da corrida presidencial até o fechamento desta reportagem.
O isolamento do Novo contrasta com o movimento do PL. O partido de Flávio Bolsonaro reconheceu a vitória de Lula, mesmo após o próprio candidato ter divulgado uma carta em que se autoproclamou presidente eleito. Depois, Flávio Bolsonaro substituiu a expressão por “líder do Brasil”.
Apesar da postura de não reconhecer o resultado presidencial, o Novo teve desempenho positivo nas eleições para o Legislativo. O partido elegeu dez deputados federais e três senadores, além de superar a cláusula de barreira, o limite mínimo de votos que um partido precisa atingir para ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV.
Na disputa pelo Palácio do Planalto, contudo, o desempenho foi tímido. Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e representante do Novo na corrida presidencial, encerrou a contagem na sexta colocação, com 326.488 votos, correspondentes a 0,27% dos votos válidos. O número ficou aquém do obtido pelo partido em 2022, quando Felipe D’Avila somou 559.708 votos, ou 0,47% do total.
Ribeiro, ao comentar o futuro da sigla, afirmou que o Novo estará “de portas abertas a todos aqueles que consideram o Novo como um partido de direita, liberal, conservador, que tem princípios, que tem pessoas decentes”.
A campanha presidencial do Novo foi atravessada por tensões internas. Marcel Van Hattem, deputado que conquistou uma cadeira no Senado pelo Rio Grande do Sul, anunciou em live ao lado de Flávio Bolsonaro, três dias antes do primeiro turno, que depositaria seu voto no 22 (número de Flávio Bolsonaro), preterindo o candidato de sua própria legenda.
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