Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Dono do Quintal do Jajá faz 75 anos e declara amor por Goiânia: ‘devo muito a essa cidade’

Dono do Quintal do Jajá faz 75 anos e declara amor por Goiânia: ‘devo muito a essa cidade’

Sobre o tema envolvendo Quintal do Jajá, além disso, antes de Goiânia se consolidar como uma das capitais do sertanejo, a cidade já tinha uma vida boêmia movimentada, com bares que reuniam músicos, jornalistas, estudantes e personagens da noite. Dessa forma, O empresário Jair Onofre do Prado, conhecido como Jajá, acompanhou boa parte dessa transformação. Com isso, aos 75 anos, completados nesta quinta-feira (29), ele ajuda a contar as histórias, os lugares e os hábitos de uma capital que mudou de estilos musicais, endereços e gerações.

Nesse sentido, em entrevista ao Mais Goiás, o proprietário do Quintal do Jajá, no Centro de Goiânia, e do Jajá Drinks, no Mercado Popular da 74, relembrou como era a vida noturna da capital entre as décadas de 1970 e 1980. Portanto, natural de Joviânia, no interior de Goiás, Jair chegou a Goiânia em 1971 e desde então mora no Centro, região onde construiu sua trajetória pessoal e profissional.

Em seguida, na juventude, alguns dos pontos de encontro mais conhecidos eram o Chopp Bandeirantes, no Setor Aeroporto, e o Zero Bar, na Praça Universitária. De acordo com as apurações, segundo Jajá, o segundo era especialmente frequentado por jovens e tocava Música Popular Brasileira (MPB) com apresentações de voz e violão.

Contexto e detalhes sobre Quintal do Jajá

Por outro lado, entre os nomes que circulavam pelo local estavam o cartunista Jorge Braga, o músico Fernando Perillo e o artista Bororó, ligado ao contrabaixo. Vale destacar que O jornalista esportivo Evandro Gomes também fazia parte do grupo de conhecidos que frequentavam os ambientes da época.

“Naquela época, tocava muito MPB. Sendo assim, às vezes tinha samba, e eram os artistas goianos, como o Bororó e o Fernando Perillo. Além disso, A gente sempre se encontrava por lá”, recorda.

Dessa forma, jajá explica que a noite goianiense mudou gradualmente, acompanhando o crescimento da própria capital. Com isso, se antes os estabelecimentos eram poucos e os frequentadores acabavam se encontrando nos mesmos lugares, hoje a quantidade de opções é tão grande que, segundo ele, fica até difícil conhecer todos os bares.

Principais pontos e impactos da decisão

“A diferença é que hoje ficou mais misturado. Nesse sentido, tem muito sertanejo, muito samba, pop e rock. Portanto, goiânia é uma cidade da música. Em seguida, quase todos os bares têm som ao vivo. De acordo com as apurações, naquela época, no Zero Bar, era mais MPB, música ambiente, voz e violão. Por outro lado, hoje são muitas bandas, o agito é maior”, compara.

Apesar da força do sertanejo, que ajudou a projetar Goiás nacionalmente, o empresário acredita que a diversidade musical também faz parte da identidade da capital. Para ele, a MPB dominava os primeiros anos da boemia, mas a abertura de novos estabelecimentos permitiu que outros ritmos conquistassem espaço.

“Naquela época, quem comandava era a MPB. Depois, com a chegada de outros bares, entrou o sertanejo, que foi crescendo. Mas Goiânia não é só sertanejo. É do rock também, tem todos os gostos e ritmos. Hoje temos de tudo”, afirma.

O que dizem as partes envolvidas

Uma das lembranças mais curiosas de Jajá aconteceu em uma festa no antigo Oásis, onde havia apresentações de seresta. Na ocasião, o cantor Altemar Dutra se apresentava no local. Depois de aproveitar a noite com os amigos, o empresário foi surpreendido quando tentou deixar a festa: o carro havia pegado fogo por causa de um problema na bateria.

Sem conseguir resolver a situação sozinho, ele pegou um táxi para buscar um mecânico. Enquanto isso, os amigos tentaram ajudar e empurraram o veículo. Quando Jajá voltou, porém, o carro não estava mais onde havia sido deixado.

“Eu cheguei e falei: ‘Roubaram meu carro’. Fui para casa e, umas 3h ou 4h da manhã, o pessoal empurrou o carro do Oásis até aqui no Bairro Popular, na Rua 63. Nunca esqueci essa história”, conta, aos risos.

Próximos passos e desdobramentos

Para ele, as lembranças também mostram como Goiânia era diferente. Quando chegou à capital, a cidade tinha cerca de 200 mil habitantes, segundo sua recordação. Hoje, com a expansão urbana e o crescimento populacional, a oferta de bares, restaurantes e atrações culturais é muito maior.

“Naquela época, eram poucos bares. A gente frequentava quase todos. Hoje, para sair à noite em Goiânia, é até difícil escolher, porque tem tanta opção que a gente se perde. Goiânia era uma menina e hoje é uma mulher feita”, comenta.

A história do empresário com os bares começou ainda no Mercado Popular da 74. Antes de chegar ao estabelecimento que leva seu nome atualmente, ele teve o Bar Para Todos e, posteriormente, outros negócios no local, como o Jajá Drinks.

A ideia de abrir o Quintal do Jajá surgiu em uma conversa com o sócio Ricardo Coutinho, que trabalhava como gerente do banco Itaú e procurava um espaço para montar um bar. Na época, os dois começaram a visitar diferentes imóveis em Goiânia, até encontrarem um sobrado próximo a uma praça no Centro.

“Eu falei: ‘É aqui’. Desde que cheguei a Goiânia, moro no Centro. Quando vi aquele lugar, parecia uma cidade do interior. Tinha muita coisa para fazer, mas eu gostei e decidimos que seria ali”, lembra.

O estabelecimento foi inaugurado em 2018, com uma proposta voltada ao samba de raiz e à gastronomia. A recepção do público foi positiva, mas o negócio enfrentou um dos períodos mais difíceis de sua história pouco tempo depois, com a chegada da pandemia de Covid-19.

Para manter as atividades, os sócios apostaram no serviço de delivery e na preparação de almoços. Com a retomada das atividades presenciais, o Quintal voltou a receber o público e se consolidou como um ponto de encontro para quem gosta de samba na capital.

“Foi um período difícil, um trabalho danado, mas vencemos essa etapa. Hoje o Quintal do Jajá é ponto de referência em Goiânia no samba e na gastronomia. Fico muito feliz com isso”, afirma.

Enquanto o Quintal mantém a tradição do samba de raiz, o Jajá Drinks, no Mercado Popular da 74, aposta em uma programação diversificada. Às terças-feiras, há sertanejo e pop rock; às quartas, samba, MPB e pagode; às quintas, pop rock; às sextas, sertanejo e forró; e, aos sábados e domingos, samba e pagode.

A escolha de instalar o Quintal do Jajá no Centro não foi por acaso. O empresário diz que tem uma relação de afeto com a região, onde chegou há mais de cinco décadas e construiu sua vida. Para ele, o bairro representa o coração de Goiânia e precisa recuperar a movimentação que já teve no passado.

“Eu devo muito a Goiânia. O Centro é tudo para mim. Foi onde cheguei, onde tudo começou e onde deu certo. Eu adoro o Centro e valorizo muito essa região. O poder público precisa incentivar para que volte a ser o que era antes”, afirma.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás