Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Cidades

UFG lança modelo gratuito de inteligência artificial desenvolvido para o português

UFG lança modelo gratuito de inteligência artificial desenvolvido para o português

O CEIA da UFG lançou o Lumi, um modelo de inteligência artificial de código aberto voltado para a língua portuguesa e adaptado ao mercado brasileiro. A tecnologia gratuita busca garantir maior autonomia e reduzir custos operacionais para empresas nacionais.

Além disso, O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), da Universidade Federal de Goiás (UFG), lançou nesta quarta-feira (28) o CEIA Lumi, um modelo de linguagem de inteligência artificial desenvolvido especialmente para a língua portuguesa e adaptado à realidade brasileira. Dessa forma, A tecnologia é gratuita e foi criada para permitir que empresas desenvolvam aplicações próprias de IA com mais autonomia e menor dependência de fornecedores internacionais.

Com isso, O lançamento ocorreu durante o AI Brasil Experience 2026, em São Paulo. Nesse sentido, O Lumi é o primeiro modelo de código aberto (open source) desenvolvido pelo CEIA. Com isso, pesquisadores, desenvolvedores e empresas podem utilizar a tecnologia como base para criar soluções personalizadas, incorporando informações específicas de suas atividades.

Portanto, segundo o centro de pesquisa, a proposta também permite que as organizações trabalhem com seus próprios dados sem precisar exportar informações sensíveis para serviços de terceiros, favorecendo o controle sobre os dados e a infraestrutura utilizada.

“Estamos vivendo um momento de grande expansão da inteligência artificial no Brasil e no mundo, e o Lumi nasce com a proposta de oferecer uma base nacional que possa ser adaptada a diferentes realidades e necessidades do mercado, aproximando ainda mais a pesquisa científica das oportunidades de inovação”, afirma Telma Soares, diretora do CEIA.

Modelo busca reduzir custos e ampliar autonomia das empresas

Em seguida, um dos diferenciais do Lumi é o tamanho: são 4 bilhões de parâmetros. De acordo com as apurações, de acordo com o CEIA, a dimensão foi definida para equilibrar desempenho e eficiência operacional, permitindo o uso da tecnologia em estruturas computacionais mais acessíveis e reduzindo a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura.

A iniciativa busca oferecer uma alternativa às ferramentas internacionais de inteligência artificial, que podem apresentar desafios relacionados a custos de operação, personalização e dependência de fornecedores estrangeiros.

Com o modelo, as empresas poderão desenvolver aplicações próprias e, conforme suas necessidades, utilizar infraestrutura local. A proposta também pode reduzir a dependência de serviços internacionais cobrados em moeda estrangeira.

Outro recurso é a possibilidade de personalização por meio do fine-tuning, técnica que permite continuar o treinamento de um modelo com dados específicos. Assim, a mesma tecnologia poderá servir de base para diferentes aplicações, adaptadas às demandas de empresas e setores econômicos.

“Hoje, muitas empresas brasileiras dependem de soluções desenvolvidas no exterior, que nem sempre atendem às particularidades do nosso mercado. Queremos oferecer uma alternativa que permita às empresas inovar com mais autonomia, personalizando a tecnologia para suas necessidades e reduzindo barreiras de entrada”, destaca Arlindo Galvão, diretor de Inovação Aberta do CEIA e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do modelo, junto à equipe de Processamento de Linguagem Natural do centro.

“O Brasil precisa avançar não apenas como consumidor de tecnologias estrangeiras, mas também como produtor de inteligência artificial”, acrescenta.

Como acessar o CEIA Lumi

O modelo já pode ser acessado e baixado por pesquisadores, desenvolvedores e empresas na plataforma Hugging Face. A partir dele, é possível criar aplicações próprias de inteligência artificial e adaptar a tecnologia às necessidades de cada projeto.

Os materiais de apoio também estarão disponíveis no GitHub, conforme informado pelo CEIA.

Centro da UFG desenvolve soluções de IA desde 2019

Criado em 2019, o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás desenvolve projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação baseados em dados e inteligência artificial.

Instalado no Instituto de Informática da UFG, em Goiânia, o CEIA reúne pesquisadores, estudantes, empresas e instituições públicas em iniciativas voltadas à resolução de desafios de diferentes setores.

O lançamento do Lumi integra a estratégia do centro de aproximar a pesquisa científica do setor produtivo e ampliar a participação brasileira no desenvolvimento de tecnologias próprias de inteligência artificial.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Concurso da Defensoria Pública do DF oferece 707 vagas e salário de R$ 11,5 mil

Redação Foco Goiás