Sobre o tema envolvendo Corte na insalubridade, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (STS) acusa o diretor executivo do Hospital Araújo Jorge, em Goiânia, Kleber Rosa, de voltar atrás em uma negociação que previa compensação financeira para funcionários que perdessem o adicional de insalubridade, a fim de evitar redução salarial. Além disso, A direção defende que o benefício seja pago conforme laudos técnicos e rejeita a compensação para trabalhadores cujas funções não sejam consideradas insalubres. Dessa forma, O impasse envolve também um reajuste salarial de 4%, previsto em proposta de acordo coletivo.
Com isso, segundo o sindicato, a compensação havia sido aceita em reunião com representantes do sindicato, o advogado do hospital e o gerente de Recursos Humanos. “Essa remuneração compensatória havia sido aprovada. No entanto, o Kleber Rosa voltou atrás e diz: ‘Eu não quero pagar isso’. Nesse sentido, É uma posição autoritária, que ignora os interesses do trabalhador”, pontuou o STS. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Corte na insalubridade continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, em entrevista ao Mais Goiás, Rosa afirmou que a proposta é adequar o pagamento do adicional aos resultados dos laudos. Segundo ele, o hospital não pretende retirar o benefício de quem tem direito, mas deixar de pagá-lo a funcionários cujas atividades não sejam consideradas insalubres.
Corte na insalubridade: Adicional de insalubridade e reajuste: entenda a disputa
O diretor também afirmou que não se opõe ao reajuste salarial de 4%, previsto para janeiro de 2026. Segundo ele, o percentual já foi acordado entre as partes, mas a implementação depende da assinatura do acordo coletivo.
“Eu não tenho oposição alguma ao reajuste. O percentual já está ajustado, está tudo certo. O que eu não estou concordando é em pagar a insalubridade para colaborador que não tem direito à insalubridade”, declarou.
O sindicato teme que a mudança atinja também recepcionistas, que mantêm contato direto com pacientes. “Recebem os pacientes sem saber quais doenças carregam além do câncer”, argumentou o STS, ao comparar a situação com a dos enfermeiros, que geralmente têm acesso ao diagnóstico dos pacientes. “Isso é desumano”, acrescentou.
Funcionários ouvidos pelo Mais Goiás também contestam a posição da direção. Segundo eles, trabalhadores de diferentes setores circulam pelo prédio principal, onde há atendimento a pacientes, inclusive nas áreas administrativas. Por isso, defendem a manutenção do adicional.
Uma funcionária que pediu para não ser identificada afirmou que o benefício deverá ser cortado a partir de dezembro, após a direção não aceitar os termos da negociação anterior.
Sobre a compensação financeira, Kleber afirmou que não concorda com a inclusão dessa previsão no acordo coletivo e alegou não ter condições de assumir a despesa.
“Eu não posso, como diretor executivo do hospital, assinar um acordo coletivo mantendo esse tipo de regalia e não tenho sustentabilidade financeira para pagar depois os colaboradores”, disse.
Hospital alega dificuldades financeiras
Kleber também citou dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição. Segundo ele, o hospital encerrou 2025 com resultado negativo de R$ 12,5 milhões e depende de recursos públicos para cumprir seus compromissos. O diretor afirmou ainda que, até 22 de outubro, a instituição não havia recebido os valores referentes aos serviços prestados em agosto.
O sindicato, por sua vez, questiona reajustes que considera “exorbitantes” para os médicos e cobra explicações sobre esses valores.
Diante do impasse, o STS afirma que poderá acionar o Ministério Público do Trabalho para mediar o conflito caso as negociações não avancem.
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