Além disso, A Primeira Seção Penal do tribunal italiano deve votar nesta terça-feira se Carla Zambelli será extraditada ao Brasil. Dessa forma, A audiência está prevista para as 11h30, horário local, conforme informou a defesa da ex-deputada federal. Com isso, O governo brasileiro formulou o pedido de extradição.
Nesse sentido, A condenação em análise impõe à deputada uma pena de 5 anos e 3 meses de prisão, decorrente dos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Os fatos remontam à véspera do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo, quando Zambelli sacou uma arma e a direcionou contra um homem durante uma perseguição. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Tribunal italiano continuam sendo acompanhados com atenção.
O julgamento não avalia se a condenação foi justa. Segundo informações do processo, a corte analisa apenas se os requisitos legais e os tratados internacionais entre os dois países foram cumpridos.
Tribunal italiano: Histórico de adiamentos
Esta não é a primeira vez que a sessão é marcada. O julgamento estava agendado para setembro, mas foi adiado por uma greve de advogados penais na Itália. A defesa informou que houve ainda um erro de comunicação sobre a data: a sessão chegou a ser divulgada para outra data, antes de ser corrigida para esta terça.
Desde maio, Zambelli está em liberdade na Itália, após a Corte Suprema italiana revogar decisões de instâncias inferiores que haviam autorizado sua extradição. Em julho, a Corte de Cassação invalidou uma nova ordem de extradição, alegando ausência de garantias de assistência médica na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia).
Segundo processo e posição da defesa
Em um segundo processo no Brasil, Zambelli recebeu condenação a 10 anos e 8 meses de prisão, em razão da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nessa hipótese, contudo, a Justiça italiana já indeferiu o pedido de extradição.
O advogado de Zambelli no Brasil, Eduardo Maurício, afirmou estar confiante de que a Itália recusará a extradição também nesta nova votação, descrevendo essa como “A única medida que atenderá ao cumprimento da Lei, Convenções e Tratados internacionais”. A defesa da ex-parlamentar declarou, no final de setembro, que o retorno ao Brasil seria o mesmo que sentenciar sua morte, caso a extradição fosse autorizada.
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