Além disso, O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi abordado pela Polícia Federal (PF) na rua, ao sair de seu condomínio no Lago Sul, em Brasília, nesta segunda-feira. Dessa forma, os agentes o intimaram a entregar os passaportes e o proibiram de deixar o país, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com isso, em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio afirmou que a decisão se baseou em uma declaração de seu irmão, Eduardo, feita em 23 de outubro, sugerindo que ele deveria deixar o país caso perdesse a eleição. “Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou o senador.
Nesse sentido, eduardo, deputado cassado, havia declarado anteriormente ser favorável à saída de Flávio do Brasil em caso de derrota nas urnas. A estratégia mencionada é similar à utilizada por Eduardo em 2025, quando deixou o país com a família após entrar na mira da Justiça, assim como o ex-deputado Alexandre Ramagem.
Aliados apontam que, com o fim do mandato como senador em janeiro de 2027, Flávio deve perder o foro privilegiado e pode virar alvo da Justiça, gerando temores na ala bolsonarista de que ele acabe preso.
Flávio Bolsonaro: Dois inquéritos no STF
O senador responde a dois inquéritos no STF. O primeiro, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, investiga suspeitas de que plataformas de apostas teriam sido utilizadas para esquemas de lavagem de dinheiro. O segundo, conduzido pelo ministro André Mendonça, apura questões relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse.
Na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes ordenou o congelamento de bens e valores pertencentes ao advogado Willer Tomaz, também investigado no caso, no montante de até R$ 6 bilhões, após a PF apresentar indícios de movimentações financeiras suspeitas associadas a empresas do setor de apostas.
Negativas e contestações
Flávio Bolsonaro nega irregularidades, afirmando que sua relação com Willer Tomaz é exclusivamente pessoal e que os recursos ligados ao filme Dark Horse eram de natureza privada. A defesa de Willer Tomaz também contesta as medidas do STF e sustenta que Flávio não tinha poderes de movimentação financeira na conta da Alcazar Holdings.
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