Gustavo Gayer criticou publicamente o colega de partido Wilder Morais nas redes sociais por falta de mobilização em prol da anulação do segundo turno das eleições. O episódio expõe mais um capítulo nos atritos e disputas de influência entre os dois senadores do PL em Goiás.
Além disso, O senador Gustavo Gayer (PL) usou as redes sociais para criticar a falta de mobilização de Wilder Morais (PL) em relação ao pedido de anulação do 2º turno das eleições, retomando os atritos públicos travados pelos dois representantes da legenda em Goiás. Dessa forma, gayer, que fez questão de aparecer em vídeo questionando o resultado nas urnas, cobrou o mesmo posicionamento do colega de partido, com quem já possuía histórico de troca de farpas por divergências.
Com isso, no Instagram, Gayer comentou em uma publicação de Wilder em que ele apenas registrou o discurso do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL). “Para de ser bunda mole. Nesse sentido, para de pedir para seus assessores ficarem postando nas suas redes e bota sua cara nessa briga”, cobrou Gustavo Gayer. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Wilder Morais continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, no vídeo em questão, Wilder publicou apenas o pronunciamento de Flávio Bolsonaro, em um trecho em que ele afirma que não aceita o resultado. Em seguida, na legenda o senador apenas repetiu as falas do filho de Bolsonaro: “Mudaram a regra do jogo no meio do jogo! De acordo com as apurações, inaceitável! Por outro lado, não vamos desistir do Brasil“. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Wilder Morais nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Wilder Morais
Indignado e usando de xingamentos, Gustavo Gayer comentou cutucando Wilder e cobrando postura mais incisiva em prol do candidato de seu partido. “Caralho! Queremos ver você mencionar o nome do Moraes, mostrar indignação, falar que essa eleição deve ser anulada. Ou você tá no seu barco em Brasília tomando vinho agora também?”, expôs o senador em tom de deboche.
Postura mais incisiva
Ao contrário de Wilder, Gayer, que já é conhecido por suas falas polêmicas e por aparecer sempre em posicionamentos públicos por meio de suas redes sociais, publicou um vídeo questionando a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin. “É simplesmente, matematicamente, impossível o que acabou de acontecer no nosso país. Não só porque o Flávio terminou na frente no primeiro turno, mas foi o fato do Lula ter subido em todos os estados do nosso país, quando todas as pesquisas mostravam que o Flávio ia ganhar, trackings internos dando 4 pontos à frente pro Flávio. E aí a gente olha e repara que o Zanin simplesmente estendeu por duas horas o período de votação numa decisão proferida depois do final da votação.
O que aconteceu nessas duas horas? Como que o Lula pode ter terminado com 5 milhões de votos à frente, se todas as pesquisas colocavam ele atrás? Será que estão dando um golpe no nosso país?”, pontuou levantando suspeitas entre os internautas da direita.
Gayer pediu anulação do segundo turno e afirmou que vai se mobilizar no que puder fazer. “Uma eleição dessa, com uma decisão do Zanin, da forma como foi feita, no mínimo merece anulação e uma nova eleição ser feita. Como é que a gente aceita uma coisa dessa? Porque esse é o fim do Brasil. […] Mas agora é dormir, amanhã pensar com mais calma e ver o que a gente pode fazer. Mas que essas eleições mereciam ser anuladas, só na decisão do Zanin, elas mereciam”, disse.
Histórico de atritos
Wilder Moraes não apareceu para se pronunciar e nem respondeu as provocações de Gustavo Gayer, até o momento. Os políticos já possuem histórico de desentendimentos, tendo protagonizado atritos, divergências e disputas públicas de influência dentro do partido, embora ambos tenham tentado minimizar as crises em momentos de campanha.
Nos bastidores do PL, os senadores travam uma queda de braço pela liderança do partido no estado de Goiás. Wilder alinhado à direção nacional, mais próximo do presidente Valdemar Costa Neto, e Gayer mais próximo do grupo político de Jair Bolsonaro. Durante o período pré-eleitoral de 2026, a ausência de Gayer em atos políticos de Wilder, e vice-versa, gerou especulações e evidenciou rachas internos na legenda.
Apesar das especulações e do histórico de atritos, os dois chegaram a declarar publicamente, em setembro deste ano, durante sabatinas e entrevistas de campanha, que as divergências haviam sido superadas e que caminhavam juntos na chapa.
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