Além disso, flávio Bolsonaro (PL) não conseguiu vencer a corrida à Presidência no último domingo (25/10). Dessa forma, O senador permanecerá no cargo até 31 de janeiro de 2027, data em que seu mandato se encerra, e enfrentará na sequência pelo menos quatro frentes de investigação em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Polícia Federal (PF).
Com isso, A derrota eleitoral não encerra os processos. Nesse sentido, em março de 2025, o STF decidiu que o foro para crimes ligados ao exercício do cargo se mantém “mesmo após a cessação das funções do agente público”. Portanto, isso significa que, ao deixar o Senado, Flávio pode continuar sendo investigado pelo tribunal superior a depender da natureza dos casos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Flávio Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.
Flávio Bolsonaro: Caso Dark Horse
Em seguida, O inquérito de maior repercussão envolve o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração, aberta em julho sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga a suspeita de que o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria repassado R$ 61 milhões à produtora Dark Horse em operações sob suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção.
Mensagens e áudios apontam Flávio cobrando pagamentos a Vorcaro. O senador, porém, afirma ter buscado patrocínio privado para o projeto e nega ter oferecido qualquer vantagem ao banqueiro. O inquérito não tinha conclusão até a data da eleição.
Mansão e empréstimo do BRB
A PF também investiga o financiamento de um imóvel adquirido por Flávio e sua mulher, Fernanda, em 2021. O bem custou R$ 5,97 milhões e foi comprado com um empréstimo de R$ 3,1 milhões do Banco de Brasília (BRB). A investigação apura possíveis irregularidades na operação. Tanto Flávio quanto o BRB afirmam que o empréstimo foi regular.
Willer Tomaz e bloqueio de bens
Na última sexta-feira (23/10), o ministro Alexandre de Moraes ordenou o congelamento de ativos do advogado Willer Tomaz, com teto fixado em R$ 6 bilhões, e autorizou o acesso às suas informações. Tanto Flávio quanto Tomaz negam qualquer sociedade ou irregularidade entre eles.
Calúnia e rachadinha
A PF concluiu que Flávio cometeu calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador contesta a conclusão.
A denúncia relacionada à rachadinha (esquema de desvio de salários de assessores parlamentares) foi arquivada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) em maio de 2022, sem análise do mérito, após o STJ e o STF terem anulado previamente as provas obtidas na apuração. O caso envolvia a atuação de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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