Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Cidades

SUS vai ofertar 23 novos medicamentos contra o câncer em Goiás

SUS vai ofertar 23 novos medicamentos contra o câncer em Goiás

O Ministério da Saúde iniciou a oferta de novos medicamentos oncológicos de alto custo pelo SUS em Goiás e em outros estados, com previsão de alcançar 23 novos fármacos até o final do ano. A iniciativa faz parte de um plano de expansão e modernização da rede pública de atendimento ao câncer, que também inclui exames de rastreamento e novas diretrizes de cuidado.

Sobre o tema envolvendo SUS vai ofertar, além disso, O Ministério da Saúde começa a ofertar, a partir dessa semana, nove novos medicamentos para tratamento de câncer no SUS em Goiás e outros 16 estados. Dessa forma, são produtos de alta tecnologia, que impactam na sobrevida e qualidade de vida dos pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão e linfomas, entre outros. Com isso, A expectativa é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde. Nesse sentido, esta é a maior inclusão tecnológica para o cuidado do câncer já realizada e atenderá 100% da demanda por esses produtos.

Portanto, muitos desses medicamentos eram aguardados há mais de dez anos: estavam incorporados ao SUS, mas sem a efetiva oferta nos serviços. Em seguida, A mudança veio com o Agora Tem Especialistas, iniciativa lançada em 2025 pelo Ministério da Saúde que visa consolidar a maior rede pública de cuidado do câncer para reduzir o tempo de espera por diagnóstico e tratamento no SUS. De acordo com as apurações, em relação à oferta de medicamentos, foi instituída a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco) que definiu como cada tecnologia chegaria à população. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a SUS vai ofertar continuam sendo acompanhados com atenção.

“Estamos ampliando e qualificando a rede de câncer em todo o país com o que tem de mais moderno e avançado. Por outro lado, É uma transformação que coloca os pacientes no centro do cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados, no tempo certo. Vale destacar que também estamos fortalecendo as condições de trabalho dos profissionais de saúde, com serviços mais estruturados e uma rede pública cada vez mais preparada para atender às necessidades da população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de SUS vai ofertar nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre SUS vai ofertar

Sendo assim, O anúncio foi feito, nesta terça-feira (20), pelo ministro Padilha em São Paulo e acompanhado por representantes do Ministério da Saúde em 14 estados e no Distrito Federal. Além disso, O ministro fez uma transmissão online, em que informou os avanços na assistência oncológica. Especialistas destacam que novas atualizações sobre SUS vai ofertar devem surgir em breve.

Dessa forma, em Goiânia, o diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior, participou da agenda no Hospital de Câncer Araújo Jorge (HAJ). “Estamos garantindo o tratamento completo para os pacientes oncológicos com indicação para o uso desses novos medicamentos de alto custo incluídos no SUS. Com isso, O Ministério da Saúde já fez a aquisição ou transferiu o recurso para garantir esse acesso. Nesse sentido, mais de 200 mil pessoas no Brasil serão atendidas nesse ano, incluindo pacientes em Goiás que já começam a ser contemplados e, gradativamente, ano a ano, vamos incorporar mais”, disse Nilton. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a SUS vai ofertar continuam sendo acompanhados com atenção.

Para viabilizar a oferta dos 23 novos medicamentos, o Ministério da Saúde assumiu a compra e negociação direta de 10 fármacos, articulou a realização de uma ata de preço para aquisição com menor preço pelos estados de outros nove e, para os outros quatro, ampliou os repasses para garantir o custeio nos serviços oncológicos do SUS. O impacto será R$ 4 bilhões por ano.

Indicações e impactos

Os nove novos medicamentos são para 13 indicações diferentes para tratamento de câncer, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas. A disponibilização tem início em 20 centros de tratamento, localizados em todas as regiões do Brasil. A expectativa é expandir para todos os demais centros do país até o fim do ano. O impacto anual só na aquisição desses produtos será de R$ 155,4 milhões por ano.

A lista inclui medicamentos de alto custo, como o abemaciclibe, fármaco indicado para alguns tipos de câncer de mama, que pode custar R$ 366 mil na rede privada. Com a oferta no SUS, o acesso será ampliado para todos os pacientes que precisam desse tratamento. Outro medicamento que passa a ser ofertado para uma nova indicação na rede pública é o pazopanibe, opção para pacientes com câncer renal metastático. Já o trastuzumabe, utilizado no SUS para o tratamento do câncer de mama, tem seu uso ampliado para pacientes com câncer de estômago.

Esses nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente. Entre os principais benefícios estão o aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida. Há ainda indicações para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o objetivo de evitar que a doença volte.

As unidades de saúde que participam desta etapa de implementação estão localizadas em 17 estados contemplando todas as regiões do país: SP, PR, BA, CE, PE, PI, PA, AM, RJ, PB, DF, MG, GO, RO, RS, TO, SE. Os pacientes serão atendidos por equipes capacitadas e com familiarização ao novo sistema, que está mais digital e integrado e com os fluxos de solicitação, registro e controle dos tratamentos mais modernos.

Saiba quais são os novos medicamentos

  • trastuzumabe — câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
  • abemaciclibe — câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo + ) ou avançado/metastático;
  • acetato de lanreotida — tumores neuroendócrinos;
  • pazopanibe — câncer de rim de células claras metastático;
  • rituximabe — leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;
  • abiraterona — câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático;
  • gefitinibe — câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha;
  • TSH recombinante (alfatirotropina) — câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo;
  • sunitinibe — câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.

SUS distribui exame para início do rastreamento do câncer de intestino

O SUS, agora, passará a indicar o rastreamento de câncer de intestino. Uma mudança fundamental para o diagnóstico precoce da doença. O Ministério da Saúde começa a distribuir para os estados 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal. A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com início em novembro em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.

O FIT será utilizado como exame de triagem para identificar quais pessoas precisarão realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A estratégia é voltada a homens e mulheres assintomáticos, entre 50 e 75 anos. De realização simples e semelhante a um teste de gravidez, o método detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. O exame tem precisão de até 92%.

Com investimento de R$ 46 milhões por ano, o Ministério da Saúde passa a custear as cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de pulmão. A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e é minimamente invasiva. As melhorias para os pacientes incluem a redução do tempo de internação e as complicações pós-operatórias.

Câncer infantojuvenil de retinoblastoma

O Ministério da Saúde informou ainda que criará um grupo de trabalho para elaborar a primeira linha de cuidado do câncer infantojuvenil no Brasil voltada ao retinoblastoma, tumor que afeta a retina. A iniciativa é inédita e tem como objetivo estabelecer uma referência para organizar a assistência a crianças e adolescentes com esse tipo de câncer no SUS, com foco no diagnóstico precoce, na definição dos fluxos de atendimento e no encaminhamento oportuno para serviços especializados.

O principal sinal de alerta para a doença é um reflexo branco na pupila, que pode estar associado ou não ao estrabismo. As crianças com menos de 5 anos são as mais atingidas.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás