Sobre o tema envolvendo Zé Roberto, além disso, técnico da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei desde 2003, José Roberto Guimarães já definiu o prazo para encerrar uma das trajetórias mais vitoriosas do esporte nacional. Dessa forma, em entrevista ao jornal Lance!, o treinador revelou que pretende deixar o comando da equipe ao término dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e indicou seu atual assistente técnico, como o nome ideal para sucedê-lo no cargo.
Com isso, aos 72 anos e acumulando mais de duas décadas à frente da Seleção feminina, com dois ouros olímpicos conquistados (Pequim 2008 e Londres 2012), além do ouro com a equipe masculina em Barcelona 1992, Zé Roberto foi taxativo sobre o encerramento do ciclo: “Tudo tem começo, meio e fim. Nesse sentido, era um sonho de criança e uma das coisas que eu mais gosto na vida é de representar o meu país. Eu sinto orgulho disso, e quando você deixa tudo para trás, é um sentimento difícil”, desabafou o tricampeão.
Indicação de Paulo Coco e transição programada
A aposta no auxiliar técnico não ocorre por acaso. Paulo Coco acompanha Zé Roberto há anos no comitê técnico e já acumula bagagem como treinador principal: esteve à frente da Seleção nos Jogos Pan-Americanos de 2023 e atua no comando do LOVB Miami, nos Estados Unidos.
“Ele tem trabalhado comigo há muitos anos e está cada vez melhor”, pontuou Zé Roberto, ressaltando ao veículo que deseja colaborar no processo de transição com a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
“Gostaria de participar da escolha, porque eu tenho visto, convivido e acompanhado o trabalho de vários treinadores. Lógico que a confederação é que vai ter a decisão final, mas eu tenho certeza de que eles também vão pedir a minha opinião”, afirmou.
Legado no esporte e futuro no projeto Barueri
Relembrando o início de sua relação com a modalidade, aos 12 anos, Zé Roberto reforçou em conversa com o Lance! como a escolha pelo esporte moldou sua vida em uma época na qual a carreira atlética não garantia estabilidade financeira. “Eu pensava em aprender, ensinar pessoas a praticar esporte”, destacou.
Mesmo após a despedida da Seleção em 2028, o treinador garantiu que não abandonará o vôlei. A intenção é dedicar seu tempo à gestão e ao desenvolvimento do projeto social e esportivo de Barueri, mantido ao lado de sua família, além de colaborar com o fortalecimento da modalidade no país.
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