Além disso, mesmo sendo um androide, o Visão é muitas vezes compreendido como o personagem mais humano do Universo Cinematográfico Marvel. Dessa forma, interpretado por Paul Bettany desde 2015, o personagem agora ganha sua própria jornada em VisionQuest, série que conclui a trilogia de WandaVision e Agatha Desde Sempre, já disponível no Disney+.
Com isso, na história, Visão permanece escondido após escapar daqueles que queriam transformá-lo em uma arma de guerra, e parte em busca de um novo propósito, junto às IAs F.R.I.D.A.Y., E.D.I.T.H., J.A.R.V.I.S. e o temido Ultron. Nesse sentido, sua vida discreta acaba quando uma recompensa por sua captura o obriga a fugir ao lado de Thomas Shepard, um jovem misterioso que pode ser a reencarnação de seu filho. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Paul Bettany continuam sendo acompanhados com atenção.
Em entrevista coletiva, Bettany falou sobre relacionamentos familiares, paternidade, identidade e o lugar que a trama ocupa em uma era marcada pela forte presença da inteligência artificial.
Paul Bettany: A mistura de influências para criar o personagem
Questionado sobre a dinâmica de ver o personagem como um robô que quer ser humano, Bettany explicou que a série vai além do clássico conto infantil.
Não é apenas Pinóquio. Acho que existem algumas coisas que você pode fazer muito bem com robôs na narrativa: uma delas é a abordagem Pinóquio de ‘agora sou um menino de verdade’. A outra é o conceito do Frankenstein: ‘Quem sou eu? Quem me criou? Qual é o meu propósito? Sou bom ou mau?’, que é basicamente o que os replicantes são em Blade Runner. Eu queria fazer uma mistura entre essas duas coisas.
O ator também destacou a colaboração com o showrunner Terry Matalas para trazer uma energia masculina positiva e a participação de James Spader, formando uma dinâmica de avô, pai e filho na trama.
Inteligência artificial e a beleza da ineficiência humana
Com a evolução rápida da IA no mundo real, Bettany comentou sobre como a série aborda o tema de forma indireta, comparando as vertentes positivas de suporte à humanidade — como o J.A.R.V.I.S. — com o caos representado por Ultron.
Refletindo sobre o que interpretar um androide lhe ensinou sobre a humanidade, o ator pontuou:
Como ator sem diploma em ciência da computação, tenho pensado muito sobre como a IA é eficiente e como os seres humanos são ineficientes. Muitas das coisas mais belas da humanidade surgem da nossa ineficiência — a arte é ineficiente, a criação de filhos exige tempo e dedicação. Devemos celebrar nossa ineficiência individual e artística.
Bettany também discutiu como interpreta a separação entre as memórias do Visão e suas emoções, comparando o processo a mecanismos de defesa que os próprios humanos utilizam para lidar com perdas e dores cotidianas.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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