Além disso, quase 2 milhões de brasileiros trabalham em tempo integral com transporte de passageiros ou entregas por aplicativos, em um movimento que evidencia a importância dessas plataformas para a geração de renda no país. Dessa forma, para parte desses profissionais, a atividade representa uma alternativa diante da dificuldade de encontrar outras oportunidades no mercado de trabalho.
Com isso, O número de motoristas de aplicativos cresceu 37% em três anos, segundo dados governamentais. Nesse sentido, levantamento do instituto oficial de estatísticas brasileiro indica que a falta de outras opções de emprego é um dos principais motivos para ingressar nesse segmento. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a quase 2 continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, as informações foram publicadas pelo jornal britânico Financial Times, que analisou a expansão do trabalho por aplicativos e o contraste entre os indicadores econômicos brasileiros e a percepção da população sobre a situação financeira do país. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de quase 2 nos últimos dias.
Quase 2: Desemprego recua, mas percepção da economia é negativa
Em seguida, O mercado de trabalho brasileiro apresenta indicadores positivos. De acordo com as apurações, A taxa de desemprego caiu para 5,3%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Apesar disso, uma pesquisa da Quaest realizada em setembro mostrou que 49% dos eleitores consideram que a economia piorou no último ano. Por outro lado, apenas 19% avaliaram que houve melhora. Especialistas destacam que novas atualizações sobre quase 2 devem surgir em breve.
Vale destacar que economistas relacionam essa diferença ao fenômeno conhecido como vibecession, expressão utilizada para descrever situações em que a percepção econômica da população é mais negativa do que os indicadores oficiais sugerem. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a quase 2 continuam sendo acompanhados com atenção.
Sendo assim, O endividamento das famílias ajuda a explicar esse cenário. Além disso, mais de 80% dos lares brasileiros têm dívidas pessoais, segundo o economista Guilherme Klein Martins, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na avaliação dele, o país enfrenta um sentimento de insatisfação que vem se acumulando ao longo dos últimos anos.
A percepção sobre a economia também se reflete no ambiente político. No primeiro turno da eleição presidencial deste mês, Flávio Bolsonaro obteve 47% dos votos, ante 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois disputam o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Aplicativos ocupam espaço no mercado de trabalho
A expansão das plataformas digitais também alterou as portas de entrada para o mercado profissional. De acordo com estimativas do economista Daniel Duque, o trabalho por aplicativos contribuiu para reduzir a taxa geral de desemprego em aproximadamente um ponto percentual.
O impacto é especialmente significativo entre os jovens. No Rio de Janeiro, Duque estima que 10% dos homens entre 25 e 29 anos trabalham por aplicativos. Em São Paulo, a proporção chega a 7% nessa mesma faixa etária.
Para Mansueto Almeida, ex-integrante da cúpula do Ministério da Fazenda e atual economista-chefe do BTG Pactual, houve uma mudança no perfil do primeiro emprego. Se, no passado, muitos jovens começavam a carreira na indústria, em empresas com vínculos trabalhistas mais tradicionais, hoje as plataformas digitais ocupam parte desse espaço.
A atividade também atrai profissionais que buscam conciliar trabalho e projetos pessoais. Entre os fatores que explicam essa escolha estão a possibilidade de organizar os próprios horários e a expectativa de manter uma fonte de renda durante os estudos ou outras atividades.
Flexibilidade tem custos para os motoristas
Apesar da autonomia, o trabalho por aplicativos apresenta desafios relacionados à remuneração e às condições de trabalho. A necessidade de arcar com despesas do veículo, manutenção e outros custos operacionais pode reduzir os ganhos dos motoristas.
Leandro Cruz, dirigente de um sindicato de motoristas de aplicativos em São Paulo, afirma que parte dos profissionais precisa ampliar a jornada e trabalhar todos os dias da semana para manter as contas em dia.
Os rendimentos dos trabalhadores de aplicativos, que anteriormente superavam a média do setor privado, passaram a ficar em níveis semelhantes aos desse grupo, segundo dados recentes citados na reportagem do Financial Times.
Na avaliação de Daniel Duque, as plataformas funcionam como uma espécie de mecanismo de absorção da mão de obra disponível. A atividade oferece oportunidades de renda a pessoas que poderiam enfrentar dificuldades para conseguir emprego em outros setores, embora a remuneração dependa da demanda e dos custos de cada trabalhador.
Brasil se destaca no uso da Uber
O Brasil é um dos principais mercados da Uber no mundo. Segundo os dados apresentados pelo Financial Times, 85% dos adultos brasileiros já utilizaram a plataforma ao menos uma vez, e o país lidera em número de viagens realizadas pelo serviço.
Diante da importância econômica da atividade, o governo federal também adotou medidas para facilitar o acesso dos motoristas a veículos próprios. Neste ano, Lula lançou uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões voltada à compra de automóveis por profissionais que trabalham com aplicativos.
A iniciativa busca ampliar as condições de acesso ao veículo próprio, mas o crescimento do setor mantém em evidência uma questão central para o mercado de trabalho brasileiro: até que ponto a expansão dos aplicativos representa uma oportunidade de autonomia profissional e quanto ela reflete a dificuldade de encontrar empregos com remuneração e condições mais estáveis?
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
Veja também: No Maracanã, Vasco leva a virada e está fora da Sul-Americana



