Além disso, A senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou, na noite desta quinta-feira (05/11), que planeja conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a corrida pela presidência do Senado em uma eventual visita à casa dele em Brasília. Dessa forma, A senadora foi ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no governo de Jair Bolsonaro e chegou a ser cotada para vice na chapa com Flávio Bolsonaro. Com isso, tereza Cristina fez o comentário sobre a presidência do Senado durante jantar promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil, em São Paulo, ocasião em que foi agraciada com o Prêmio Personalidade do Ano 2026.
A data do encontro ainda não foi definida. A equipe jurídica de Bolsonaro encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, um pedido de autorização para que o ex-presidente possa receber, em sua residência (onde está em prisão domiciliar), tanto a senadora quanto Rogério Marinho (PL-RN).
Oposição sem candidato único
Na quarta-feira (04/11), o PL, que elegeu a maior bancada da casa, formalizou a indicação de Marinho para disputar a presidência do Senado. Tereza Cristina também pretende concorrer ao posto para o biênio com início em fevereiro de 2027. Embora as duas candidaturas convivam, a senadora deixou claro que não tem intenção de travar um confronto direto com Marinho.
“Ele disse, no lançamento da candidatura dele: ‘Eu não enfrentarei a Tereza’. E eu vou dizer aqui: eu não enfrentarei o Rogério Marinho. Um de nós dois, lá na frente, nós temos que sentar com maturidade, responsabilidade que nós temos pelas pautas em que acreditamos, para não deixar o Senado apequenado, para que a gente possa pensar mais no Brasil”
Segundo Tereza Cristina, a decisão sobre quem representará a oposição será tomada mais perto da votação. Ela afirmou que os dois têm conversado desde o início e que há uma estratégia comum. “A estratégia do nosso campo é ganhar o Senado”, disse.
A votação e o cenário
A eleição para a presidência do Senado está marcada para 01/02 de 2027. Os 81 senadores votam por voto secreto, e o candidato vencedor precisa de pelo menos 41 votos. Do outro lado, o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tenta a reeleição ao cargo com o respaldo do governo Lula.
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