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A Tech3 KTM anunciou nesta quarta-feira (16) a contratação do australiano Senna Agius para a temporada 2027 da MotoGP. Aos 20 anos, o piloto será companheiro de Luca Marini e fará sua estreia na principal categoria da motovelocidade mundial.
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Destaque da Moto2, Agius soma quatro vitórias e nove pódios na categoria. Antes de chegar ao Mundial, conquistou o título do Campeonato Europeu de Moto2 em 2023. Em 2024, estreou no Mundial e conseguiu um pódio logo na primeira temporada. Em Goiânia, no autódromo que leva o nome do ídolo brasileiro, o australiano conseguiu apenas um 19º lugar na corrida principal.
A contratação foi uma escolha do novo chefe da Tech3, Guenther Steiner, ex-chefe da Haas na Fórmula 1. O dirigente destacou a velocidade, a maturidade e a disposição do australiano para continuar evoluindo.

“Hoje, um sonho de toda a minha vida se tornou realidade: chegar à MotoGP. Foram tantos anos de trabalho árduo para chegar a este momento, e sou imensamente grato a Guenther e a todos da Tech3 por acreditarem em mim”, afirmou Agius.
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A chegada do australiano também ocorre em um cenário de mudanças no motociclismo de seu país, com a saída de Jack Miller para o Mundial de Superbike e a inclusão de uma etapa em Adelaide no calendário de 2027.
Por que Senna?
O nome do piloto chama atenção dos brasileiros por uma razão especial. Senna Agius recebeu esse nome em homenagem a Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1 e ídolo de seu pai.
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Em entrevista à revista Speedweek, o australiano confirmou a origem do nome. “Meu pai era um enorme fã de Ayrton Senna. […] meu nome é por causa dele e, com certeza, é um nome bem único”, contou.

Agius também revelou que já encontrou outras pessoas chamadas Senna, inclusive no Japão, onde competiu quando era mais jovem. Segundo ele, algumas delas também haviam recebido o nome em homenagem ao piloto brasileiro. “Não sou o único com esse nome, mas, com certeza, é legal”, completou.
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Bruno e Ayrton
Antes do australiano, o automobilismo mundial já teve o sobrinho legítimo de Ayrton (filho de Viviane Senna, irmã do tricampeão) que correu profissionalmente anos após a morte do tio. Ele chegou à Fórmula 1, onde competiu entre 2010 e 2012 por equipes como HRT, Renault e Williams (justamente a última equipe de Ayrton). Depois da F1, Bruno também construiu uma carreira sólida no Mundial de Endurance (WEC) e na Fórmula E.

Além de Bruno no mundo dos carros, o motociclismo internacional teve o piloto italiano Ayrton Badovini, que competiu por anos no Mundial de Superbike. Ele também recebeu esse nome de batismo na década de 1980 por conta da admiração de seus pais pelo piloto brasileiro.
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Embora o ex-competidor italiano tenha nascido em maio de 1986 — período em que Senna ainda corria pela Lotus e buscava seu primeiro título mundial, o talento do brasileiro já encantava fãs de automobilismo pelo mundo, motivando a escolha de seus pais.
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