Terça-feira, 6 de outubro de 2026
Brasil

PSOL aciona MP após ataque transfóbico de deputada contra Erika Hilton

PSOL aciona MP após ataque transfóbico de deputada contra Erika Hilton

Além disso, A deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) apresentou ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) uma representação contra a colega Eduarda Campopiano (PL) após um ataque direcionado à deputada federal Erika Hilton (PSOL). Dessa forma, A ação, encaminhada ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância, aponta possíveis crimes de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero. Com isso, em resposta, Erika afirmou que não pretende dar atenção à deputada do PL.

Nesse sentido, A representação foi motivada por uma publicação feita por Campopiano no X após a apuração das eleições. Portanto, na postagem, a deputada do PL marcou diretamente Erika Hilton e escreveu: “Oi Erika Hilton. Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?”.

Segundo a denúncia, a declaração nega deliberadamente a identidade de gênero de Erika, mulher trans e deputada federal, e utiliza essa condição para atacá-la no contexto político. A publicação ultrapassou 3 milhões de visualizações.

Contexto e detalhes sobre Erika Hilton

Para Sofia Favero, o episódio não se limita a uma crítica política ou ao exercício da liberdade de expressão. A representação sustenta que a fala pode configurar transfobia e injúria transfóbica e também caracteriza o episódio como possível violência política de gênero, por se tratar de um ataque dirigido à identidade de gênero de uma mulher que exerce mandato eletivo.

A deputada estadual eleita pelo PSOL pede que o MPSP instaure inquérito policial para apurar a conduta de Campopiano e eventual responsabilização criminal da parlamentar.

— O que essa garota quer é atenção e não vou dar isso pra ela. Minha deputada estadual eleita, Sofia Favero, já está cuidando disso e adotou as medidas necessárias na Justiça Criminal — disse Erika Hilton.

A ação apresentada por Sofia Favero cita dispositivos do Código Penal e do Código Eleitoral relacionados à violência política contra mulheres, além do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou a homotransfobia ao crime de racismo.

A assessoria da deputada estadual eleita afirmou que a publicação direcionada a Erika Hilton se tratou de “uma manifestação provocativa realizada no contexto de debate político nas redes sociais, sem qualquer intenção de promover discriminação, violência ou hostilidade a qualquer pessoa”. A equipe informou ainda que aguarda a notificação formal para se manifestar sobre o mérito da representação.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Passageiro que perdeu voo em Goiânia por erro no QR Code ganha processo contra Azul

Redação Foco Goiás