Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
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Por que Lula e Flávio Bolsonaro falam tanto de “prosperidade” nas Eleições 2026?

Por que Lula e Flávio Bolsonaro falam tanto de “prosperidade” nas Eleições 2026?

Sobre o tema envolvendo Lula e Flávio, além disso, A chave do segundo turno das Eleições 2026 se chama prosperidade. Dessa forma, tanto Lula (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) duelam pelo controle desta palavra. Com isso, na última terça-feira (13/10), o presidente e candidato à reeleição batizou de “Prospera MEI” um pacote de bondades a microemprendedores individuais, como o perdão de dívidas.

Nesse sentido, este foi o sinal mais claro de que Lula quer avançar no tema “prosperidade”, citado apenas quatro vezes no plano de governo (incluindo “próspero” e “prosperar”), e concorrer com Flávio Bolsonaro, que já consolidou a palavra em seu programa oficial.

Portanto, O candidato do PL menciona nada menos do que 27 vezes “prosperidade” e suas variações. Um dos eixos do programa se chama “Brasil que Prospera”. A Caixa Econômica Federal recebeu o apelido de “Banco da Prosperidade”.

No segundo turno, Flávio foi além e anunciou a criação do “Ministério da Prosperidade”, reunindo praticamente todos os órgãos relacionados a emprego, empreendedorismo e assistência social.

A promessa surgiu, coincidentemente (ou não), após a entrada de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na campanha. O plano apresentador pelo governador de São Paulo, reeleito no primeiro turno com 62,65% dos votos, se chama “Trilhas da Prosperidade”.

Lula e Flávio: Prosperidade e o aceno a evangélicos

Nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, “prosperar” aparece como sinônimo de “empreender” ou “caminhar com as próprias pernas”, sem depender do Estado ou de um empregador. O Brasil contabiliza mais de 30 milhões de empreendedores, sendo 17,6 milhões de MEIs (microempreendedores individuais).

A raiz deste significado está nas igrejas evangélicas que seguem a Teologia da Prosperidade. Em linhas gerais, é uma doutrina cristã que associa a fé às conquistas individuais. Ou seja, quanto mais crente a pessoa for mais ela vai prosperar.

A linha de pensamento é adotada por denominações como a Igreja Universal do Reino de Deus, ligada ao Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas, e outras igrejas do chamado neopentecostalismo, que ganhou força no Brasil a partir dos anos 70 e 80 importando dos Estados Unidos a Teologia da Prosperidade.

A ascensão desta teoria em plena década da redemocratização e da hiperinflação transformou a “prosperidade” em salvação da pobreza e atração de dinheiro, o que gera as principais críticas ao neopentecostalismo.

Cristãos de outras vertentes acusam a teologia de estimular a individualidade, a ganância e a ostentação, afastando os fiéis do Jesus Cristo pobre e congregador descrito na Bíblia Sagrada, além de julgar a crença dos fiéis que não prosperam.

O candidato do PL à Presidência é o preferido de 58% dos evangélicos, conforme pesquisa BTG/Nexus divulgada na última terça-feira (13/10). Lula, com 32% no segmento, lançou uma nova carta aos evangélicos e tenta atrair a “prosperidade” para virar o resultado do primeiro turno e se reeleger.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás