Além disso, O policial militar de Goiás Roberto Bruno da Silva, preso em flagrante após um tiroteio em uma casa de shows de Santa Maria, no Distrito Federal, foi absolvido pelo Tribunal do Júri na última quinta-feira (15). Dessa forma, ele respondia por tentativa de homicídio qualificado por disparos que atingiram dois homens em setembro de 2025. Com isso, O episódio aconteceu na madrugada de um sábado, após uma briga entre clientes do estabelecimento.
Nesse sentido, dois homens que não estavam envolvidos na discussão foram atingidos pelos disparos: um foi ferido no abdômen e o outro, no braço. Portanto, ambos foram encaminhados ao Hospital Regional de Santa Maria. Em seguida, após o tiroteio, Roberto foi preso em flagrante. De acordo com as apurações, uma pistola e 13 munições foram apreendidas.
Durante sua atuação na Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), o policial também participou das buscas por Lázaro Barbosa. Conforme informado ao Mais Goiás, ele estava presente no dia da captura do criminoso, em 2021, que terminou com a morte de Lázaro.
Contexto e detalhes sobre absolvido pelo tribunal
Julgamento durou quase 10 horas
O julgamento começou às 10h13 e terminou às 20h05, após os debates entre a acusação e a defesa. O Ministério Público pediu a condenação do réu pelos crimes descritos no processo, argumentando que ele agiu com a intenção de provocar o resultado ou que assumiu o risco de causá-lo.
A defesa, por sua vez, pediu a absolvição, alegando que o réu agiu para se defender ou que deveria ser absolvido por clemência dos jurados. Caso isso não fosse aceito, solicitou que o crime fosse enquadrado em uma categoria menos grave e que as qualificadoras fossem retiradas.
Durante a definição das perguntas que seriam respondidas pelos jurados, o Ministério Público pediu que fossem feitas perguntas separadas sobre as duas formas de dolo discutidas no processo. O dolo direto ocorre quando a pessoa tem a intenção de provocar determinado resultado. Já o dolo eventual é quando ela não tem essa intenção direta, mas assume o risco de que ele aconteça.
A defesa contestou o pedido, argumentando que as perguntas deveriam respeitar os limites da acusação e da decisão que determinou que o réu fosse levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O juiz responsável pelo julgamento, no entanto, aceitou o pedido do Ministério Público e determinou que os jurados respondessem a perguntas separadas sobre o dolo direto e o dolo eventual. A decisão estabeleceu que a pergunta sobre o dolo eventual só seria feita se os jurados negassem a existência de dolo direto.
Após a leitura das perguntas e a votação secreta, os jurados decidiram absolver o réu. Segundo a ata, o Ministério Público, o acusado e a defesa informaram que não pretendiam recorrer.
A defesa de Roberta foi composta pelos advogados Álvaro Assis, Késsya Oliveira, Camila Carvalho e o estagiário Kaio Carvalho.
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