Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
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PM atira e mata mulher que estaria em possível surto na Zona Oeste de SP

PM atira e mata mulher que estaria em possível surto na Zona Oeste de SP

Além disso, na tarde desta quinta-feira (15/10), por volta das 14h45, uma mulher veio a óbito no bairro de Pirituba, Zona Oeste de São Paulo, após receber disparos de um policial militar. Dessa forma, A PM havia sido chamada por moradores porque ela ameaçava pessoas com uma faca, aparentemente em crise. Com isso, três agentes tentaram convencê-la a largar a arma, mas um deles atirou contra o peito e o pescoço dela. O Resgate foi acionado, porém o óbito foi confirmado no próprio local.

Nesse sentido, A Secretaria da Segurança Pública divulgou nota informando que o PM que efetuou os disparos teve sua prisão em flagrante decretada e foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Portanto, A Corregedoria da PM acompanha o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado, e a arma utilizada pelo agente foi recolhida para análise pericial. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Zona Oeste continuam sendo acompanhados com atenção.

Zona Oeste: Episódio de Pirituba não é um fato isolado

Em seguida, no intervalo de uma semana, 69 tiros foram disparados por policiais militares contra dois homens que, de acordo com familiares e registros das ocorrências, apresentavam transtornos mentais e emocionais. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Zona Oeste nos últimos dias.

No dia (03/10), à tarde, cinco PMs foram acionados para uma ocorrência na Vila Dionísia, Zona Norte de São Paulo. O boletim registra que Antonio Nunes Batista, de 40 anos, portava uma faca e uma barra de ferro e ameaçava pedestres. Antes de recorrerem à arma de fogo, os agentes relataram dois disparos de arma de choque sem efeito. No total, 24 tiros foram efetuados contra ele.

Em outro episódio, Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, recebeu 45 disparos de quatro policiais depois de se refugiar em um imóvel e, conforme o relato dos PMs, apontar um objeto na direção deles.

Os dois casos tramitam em investigações distintas conduzidas pela Polícia Civil, que busca determinar se houve legítima defesa ou excesso por parte dos agentes envolvidos.

O que dizem os especialistas

José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM e ex-secretário nacional de Segurança Pública, avaliou que a resposta padrão diante de uma ameaça iminente costuma ser dois disparos direcionados ao tronco. Ainda assim, ele sinalizou a necessidade de revisão: “Houve uma reação destemperada, mas o que deve estar por trás disso é um cuidado da Polícia Militar de fazer uma revisão dos seus protocolos”, afirmou.

Mais incisivo, Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, declarou: “Quando a gente tem um número excessivo de disparos, pode denotar que protocolos não foram seguidos. É por isso que a gente precisa que haja uma investigação profunda daquilo que aconteceu”.

Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, usou as redes sociais para afirmar que os episódios evidenciam “uma polícia com pouco ou nenhum preparo técnico para lidar com situações como essas”. A entidade defende que profissionais de saúde passem a integrar as equipes policiais em ocorrências que envolvam transtornos psiquiátricos.

O que diz o Método Giraldi

A PM paulista usa o Método Giraldi como referência de uso da força. Uma apostila de 2009 obtida pela reportagem orienta que o disparo seja a última alternativa. O método prevê dois disparos rápidos quando o uso da arma for necessário.

Um oficial da PM que participou do curso, sob anonimato, disse que o treinamento orienta mirar em áreas menos letais. “O método Giraldi existe para imobilizar o oponente, não é para matar. Durante treinamento, o objetivo é mirar em áreas menos letais”, afirmou. Segundo ele, atirar na cabeça ou no peito resulta em menor pontuação nos exercícios.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás