Além disso, agentes da Polícia Federal tentam cumprir 23 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão em operação para desarticular uma estrutura ligada ao domínio armado do serviço de internet no Rio de Janeiro.
Dessa forma, segundo as investigações, a estrutura é ligada a uma facção criminosa e impõe o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na capital fluminense, e utiliza empresas provedoras para lavar os recursos obtidos com a atividade.
Com isso, os policiais atuam na capital fluminense, em Nova Iguaçu, Magé e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, em Maricá, na Região Metropolitana, e em Teresópolis, na Região Serrana. De acordo com a PF, parte dos mandados de prisão é cumprida no sistema prisional, inclusive em unidade do Sistema Penitenciário Federal.
Contexto e detalhes sobre internet no Rio
Segundo as investigações, os traficantes cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, impedem reparos e obrigam moradores e comerciantes a contratar a chamada “internet do tráfico”. A Agência Nacional de Telecomunicações vai ser oficiada para a cassação das outorgas e a interdição dos serviços de telecomunicações prestados pelas companhias.
As apurações revelaram, ainda, que um dos chefes da facção, preso há quase três décadas e atualmente custodiado no Sistema Penitenciário Federal, continua a controlar as atividades empresariis exploradas nesses territórios, em conjunto com seus familiares e outras lideranças da facção.
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