Sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Peña pede mais 72 horas ao Congresso para apresentar defesa no processo de impeachment

Peña pede mais 72 horas ao Congresso para apresentar defesa no processo de impeachment

Além disso, santiago Peña pediu ao Congresso do Paraguai uma prorrogação de 72 horas para montar sua defesa no processo de impeachment. Dessa forma, A solicitação foi feita nesta sexta-feira (06/11), mesmo dia em que o Senado tinha sessão marcada para as 10h para ouvir o presidente, pessoalmente ou por meio de advogados.

Com isso, peña encaminhou uma nota a Basilio Núñez, presidente do Senado, argumentando que o tempo concedido é insuficiente para garantir os padrões do Estado de Direito. Nesse sentido, O próprio presidente relatou ter sido notificado para apresentar sua defesa e provas somente às 22h15 de quinta-feira (05/11). Portanto, O material acusatório consiste em 15 páginas de acusação formal, acompanhadas de 300 páginas de anexos.

Núñez havia comunicado que o prazo para a defesa de Peña seria de 12 horas, anunciando ainda que o julgamento obedeceria ao regimento interno, dividido em cinco sessões. Em seguida, A senadora Celeste Amarilla, integrante do Partido Liberal Radical Autêntico, sinalizou que aceitaria uma extensão do prazo, contanto que este fosse de no mínimo 48 horas. O senador oposicionista Rúben Velázquez, por sua vez, defendeu que o processo seguisse adiante sem qualquer postergação.

Defesa no processo: Renúncia em suspenso

Na quinta-feira (05/11), Peña anunciou que renunciaria à Presidência, após perder o apoio de seu próprio partido. O Congresso, contudo, manteve o pedido de renúncia em compasso de espera, dando continuidade ao processo de destituição. A votação conjunta sobre a renúncia foi interrompida quando parlamentares da base governista deixaram o plenário, movimento interpretado como uma estratégia deliberada para inviabilizar o quórum (número mínimo de presentes exigido para deliberar).

Ainda na quinta-feira, a Câmara dos Deputados votou com 78 parlamentares presentes e aprovou, sem nenhum voto contrário, a instauração do processo de impeachment.

O colapso do Ueno Bank

O processo de impeachment está diretamente ligado à crise do Ueno Bank S.A., instituição financeira que anunciou o fechamento e o início de recuperação judicial, mecanismo legal para tentar pagar dívidas sem encerrar as atividades. O colapso do banco congelou depósitos de clientes e gerou protestos no país.

Nesta semana, oito pessoas com vínculos ao banco foram detidas em decorrência de denúncias de fraude. A Procuradoria-Geral do Paraguai formalizou a abertura de uma investigação criminal tendo Peña como alvo, em razão de condutas associadas ao Ueno Bank.

A oposição sustenta que Peña adotou decisões regulatórias que beneficiaram a instituição. Carlos Carvallo, indicado por Peña para o comando do Banco Central do Paraguai, pediu demissão do cargo no auge da crise. Antes de assumir a função, Carvallo mantinha participação como investidor na holding do Ueno Bank, posição que deteve até março de 2025.

Precedente histórico

O Paraguai já viveu um processo de destituição presidencial acelerado. Em 2012, o ex-presidente Fernando Lugo foi removido do cargo em um processo relâmpago, após o massacre de Curuguaty. Em dezembro de 2021, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) admitiu analisar a denúncia apresentada por Lugo contra o Estado paraguaio referente àquela destituição.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás