Dos 70 deputados estaduais eleitos no Rio de Janeiro, pelo menos 23 já foram alvo de investigações, denúncias na Justiça, condenações ou citações em apurações de órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal, mesmo que de forma indireta em alguns episódios.
Além disso, A lista compilada pela reportagem da TMC reúne casos de diferentes gravidades, desde prisões, processos por compra de votos e improbidade administrativa até acusações de corrupção, envolvimento com milícias e irregularidades no uso de verbas públicas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a 70 deputados continuam sendo acompanhados com atenção.
70 deputados: Investigações da Polícia Federal e suspeitas de corrupção
Dessa forma, entre as acusações mais graves estão as apuradas pela PF. Com isso, O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, voltou a ser preso em meio às investigações de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis, em um esquema com indícios de elos com milícias e o tráfico. Nesse sentido, ele já havia sido detido em julho em outra fase da Operação Unha e Carne. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de 70 deputados nos últimos dias.
Portanto, no Norte Fluminense, Carla Machado tem no histórico uma prisão pela PF em 2012, sob acusação de compra de votos quando era prefeita de São João da Barra. Em seguida, A operação mirava compra de votos em favor do candidato que ela apoiava na cidade do Norte Fluminense. Especialistas destacam que novas atualizações sobre 70 deputados devem surgir em breve.
De acordo com as apurações, em 2018, André Corrêa chegou a ser preso na chamada Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio, sob suspeita de receber propinas mensais. Por outro lado, ainda na esfera financeira, André Ceciliano teve a condenação por improbidade administrativa mantida pelo TRF-2 quando ele era prefeito de Paracambi. Ele já havia sido investigado por movimentações suspeitas. E em Niterói, o nome de Fernanda Neves foi mencionado em apurações do MP sobre conexões financeiras no período da prisão temporária de seu marido, o prefeito Rodrigo Neves, em 2018.
Mais recentemente, o deputado Rafael Nobre foi denunciado pelo Ministério Público por organização criminosa e fraude em licitações, com endereços ligados a ele tendo sido alvo de mandados de busca e apreensão em julho deste ano.
Suspeitas envolvendo recursos públicos e cargos de gabinete
Já as apurações sobre o uso de recursos de gabinete e cargos públicos atingem diversos nomes. No ano passado, o Ministério Público abriu investigação contra India Armelau por suspeita de prática de “rachadinha” em seu gabinete. Ela foi a deputada mais votada nas eleições deste ano. Jorge Felippe Neto virou alvo de inquérito do MP por suspeita de repasses milionários do Instituto de Terras do Estado para reformas de praças públicas, função alheia ao órgão.
Giovanni Ratinho acumula acusações de compra de votos em eleições anteriores na Baixada Fluminense e questionamentos pelo uso da frota de veículos com verba parlamentar.
A lista conta ainda com processos por dano ambiental, como o de Rosenverg Reis, que responde a ação no Superior Tribunal de Justiça sob acusação de parcelamento ilegal do solo na Reserva Biológica de Tinguá. Já Gustavo Tutuca respondeu a denúncia por omissão em investigações no governo Pezão e, mais recentemente, foi cobrado pelo Tribunal de Contas do Estado por um patrocínio de 5 milhões de reais a um evento ligado à Igreja Universal.
Conduta individual e outras apurações
Casos de conduta individual também entraram na mira das autoridades. Em agosto deste ano, a Justiça do Rio aceitou ação contra Alan Lopes após ofensas em uma CPI. Ele também foi proibido pela Justiça de fazer fiscalizações individuais não autorizadas em universidades públicas.
Em 2020, Anderson Moraes teve perfis removidos pelo Facebook por criação de contas falsas. Também empresário, Felipinho Ravis, por sua vez, respondeu a seis processos trabalhistas, foi investigado por pedir votos em zona eleitoral e teve um policial acusado de integrar milícia atuando em sua campanha.
Já o deputado Costenaro confirmou em entrevista que é investigado pela PF por supostas ameaças à ministra Anielle Franco. Por fim, Vantoil Martins e Rodrigo Medeiros respondem a questionamentos por abuso de poder político e nepotismo em gestões municipais, enquanto o gabinete do deputado eleito João Pires foi citado em investigações sobre vazamento de fiscalizações do Procon.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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