Além disso, paris Jackson ingressou com uma ação judicial reivindicando sua parte em uma herança avaliada em US$ 600 milhões (equivalente a R$ 3,2 bilhões). Dessa forma, O processo inclui também seus irmãos Prince e Bigi, e reacende uma disputa familiar que se arrasta há 17 anos em torno do legado do Rei do Pop, Michael Jackson.
Com isso, A filha do cantor sustenta que os valores deveriam ter sido repassados a cada herdeiro ao completar 21 anos, o que, segundo ela, jamais ocorreu. Paris aponta John Branca, inventariante, advogado e dirigente da The Michael Jackson Company, como o responsável por impedir essas distribuições. Branca retomou o cargo em 2009, apenas oito dias após a morte de Michael Jackson; ele havia se afastado da função em 2006 em razão de desentendimentos financeiros. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Paris Jackson continuam sendo acompanhados com atenção.
Paris Jackson: O que Paris pede na ação
Além de exigir a liberação do fundo fiduciário familiar, Paris solicita que Branca deposite os US$ 600 milhões no fundo, ou o montante que o juiz julgar apropriado. A ação inclui ainda o pedido de ressarcimento das despesas judiciais e dos honorários dos advogados, cujos valores deverão sair do espólio.
O testamento de Michael Jackson estabelecia que um terço do fundo seria entregue aos filhos ao atingirem 30 anos, com a liberação integral do saldo prevista para quando completassem 40 anos. Paris afirma ainda que sofreu retaliação depois de questionar Branca: os repasses teriam sido reduzidos e ela teria sido alvo de ataques públicos à sua reputação.
O que diz o espólio
Em resposta, um porta-voz do espólio declarou que os advogados da Sra. Jackson sabem muito bem que o espólio está impedido de realizar o financiamento integral da fundação beneficente e dos fundos fiduciários individuais dos beneficiários enquanto diversos entraves jurídicos não forem superados, em especial o litígio em curso com o IRS (autoridade fiscal dos EUA), que cobra do espólio US$ 700 milhões em impostos e multas.
O porta-voz acrescentou que a alegação de que o inventariante reteve ou cortou pagamentos é uma invenção completa e que mais de US$ 200 milhões já foram distribuídos a Paris e aos demais beneficiários, ou em benefício deles.
O espólio informou também que já obteve uma decisão judicial que reduziu o valor cobrado pelo IRS, mas que a questão ainda não foi encerrada. A audiência sobre o caso está marcada para dezembro, e o desfecho vai depender do que o juiz decidir sobre o montante a ser transferido ao fundo familiar.
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