Sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Ônibus perdem participação nos deslocamentos nas cidades pelo Brasil

Ônibus perdem participação nos deslocamentos nas cidades pelo Brasil

Além disso, apesar do ônibus ainda ser o meio de transporte de uso predominante pela população brasileira, o coletivo perdeu bastante participação nos deslocamentos nas cidades. Dessa forma, de acordo com o último levantamento da Confederação Nacional dos Transportes, a parcela é de, aproximadamente, 31%. Com isso, O número é apenas 1,4% maior que o segmento de carro próprio.

Nesse sentido, em municípios de 500 mil a 1 milhão de habitantes, os serviços oferecidos por aplicativos são os responsáveis por mais de 27,2% das viagens, enquanto o percentual do mototáxi por aplicativo sobe para 37,4%. Portanto, no Rio de Janeiro, cada vez mais, as pessoas optam por fazer o uso de aplicativos para se locomover. A advogada Giulia Lobo contou que prefere usar os carros de aplicativo por alguns motivos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a participação nos deslocamentos continuam sendo acompanhados com atenção.

O primeiro é a praticidade de ser buscada de onde quer ir e entregue na porta de onde quer chegar. A segunda é não ter as despesas que teria com um carro próprio.

Contexto e detalhes sobre participação nos deslocamentos

“E como alternativa a transporte público, eu particularmente acho que faz muito sentido no bairro onde eu moro, que é a Barra da Tijuca. Como é um bairro de muitas avenidas, acaba que quanto mais dentro dos condomínios ou de alguns cantinhos da barra você se encontra, mais difícil é de você chegar até uma estação de BRT ou um ponto de ônibus.

Às vezes são caminhos que são muito desertos ou muito escuros, a noite fica perigosa, a gente tem visto uma alta de violência, furtos na região, então acaba sendo bem arriscado, dependendo da hora que você entra e sai de trabalho, enfim.”

O coordenador da FGV Transportes, Marcus Quintella, explicou que o intenso uso do transporte por aplicativos no Rio de Janeiro é decorrente da má qualidade do transporte público. “Não há um transporte de massa abrangente, ou seja, a rede de metrô ainda precisa ser muito desenvolvida, os trens de subúrbio têm problemas, então o transporte de alta capacidade é necessário. Então, o que acontece?

Principais pontos e impactos da decisão

Como a má qualidade também dos sistemas de ônibus é bem evidente, as pessoas passaram a utilizar o aplicativo indevidamente para fazer o papel do transporte público, além da blindagem por segurança pública também, que as pessoas se sentem blindadas, e tem o custo da viagem também, que muitas vezes é mais barato pelo fato do aplicativo fazer o porta-a-porta.”

O relatório da CNT mostra que quase 80% dos deslocamentos de ônibus são realizados por usuários das classes C e D/E, o que demonstra que o transporte público coletivo é um meio de deslocamento acessível às classes sociais com menor poder aquisitivo. No entanto, quanto mais baixa a classe social das pessoas, maior é o tempo gasto em viagens.

As classes D/E têm o seu tempo de deslocamento 10 minutos maior em relação à classe A. Como são os meios coletivos de transporte, principalmente os ônibus, aqueles mais utilizados pelas classes C e D/E, os dados comprovam que as políticas de mobilidade urbana carecem de medidas e infraestruturas de priorização da circulação do transporte público.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás