Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
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O que é miliciano, termo usado por Lula contra Flávio Bolsonaro nos debates?

O que é miliciano, termo usado por Lula contra Flávio Bolsonaro nos debates?

Além disso, os debates do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 estão girando em torno de acusações trocadas entre os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Dessa forma, em determinados momentos dos embates entre os dois, o candidato petista chamou o atual senador de “miliciano”.

Com isso, A acusação diz respeito a supostas ligações entre Flávio e as milícias do Rio de Janeiro, por meio de elos entre o filho de Jair Bolsonaro e figuras como Adriano da Nóbrega. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Flávio Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.

Flávio Bolsonaro: O que é milícia?

Milicianos integram organizações armadas que estabelecem um poder paralelo ao do Estado, geralmente formadas por agentes de segurança pública, na ativa ou afastados. Sua atuação se concentra no controle de territórios de baixa renda, onde impõem cobranças sobre serviços essenciais (água, luz, gás, TV a cabo, transporte e segurança), além de operarem no setor imobiliário.

A definição vai além da violência. Segundo o relatório “A expansão das milícias no Rio de Janeiro: uso da força estatal, mercado imobiliário e grupos armados”, do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni) da Universidade Federal Fluminense (UFF), esses grupos “atuam em territórios de moradia de baixa renda, onde controlam ilegalmente ou cobram taxas extorsivas sobre os mercados de serviços essenciais como água, luz, gás, TV a cabo, transporte e segurança, além do mercado imobiliário.

Sabe-se que tais controles são exercidos de maneira arbitrária, por meio de ações coercitivas como espancamentos, tortura e homicídios. Sabe-se ainda que as milícias se envolvem em disputas territoriais violentas — entre si e com “comandos” do tráfico de drogas — e que, em diversas áreas, elas também lucram com a venda de drogas.

Como as milícias cresceram

Na década de 2000, o discurso de prefeitos e governadores chegou a tratar as milícias como aliadas da segurança pública. A visão foi abandonada, mas a expansão dessas organizações seguiu sem freio.

Levantamento do Instituto Fogo Cruzado em parceria com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF) revela que o território sob domínio miliciano se expandiu 387,3% no período entre 2006 e 2021. Atualmente, no Grande Rio, cerca de 4 milhões de pessoas vivem em áreas sob controle ou influência de algum grupo armado.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Lula e Flávio Bolsonaro chegam aos Estúdios Globo para último debate

Redação Foco Goiás