Domingo, 1 de novembro de 2026
Bernardo Barreira

Novembro Azul: câncer de próstata pode evoluir sem sintomas; veja quando procurar um urologista

Novembro Azul: câncer de próstata pode evoluir sem sintomas; veja quando procurar um urologista

Além disso, deixar o medo e o constrangimento de lado e procurar orientação médica antes de sentir qualquer sintoma é um dos principais alertas do Novembro Azul. Para o urologista Bernardo Barreira, um dos diretores da Sociedade Brasileira de Urologia em Goiás (SBU-GO), informação e acompanhamento médico são fundamentais para que cada homem conheça seus riscos e tome decisões conscientes sobre a própria saúde. “Quando falamos de câncer de próstata, informação de qualidade e diagnóstico oportuno podem mudar histórias e podem salvar vidas”, afirma.

Dessa forma, segundo o urologista, um dos principais desafios no combate à doença é justamente a ausência de sinais nas fases iniciais. “O câncer de próstata nas fases iniciais geralmente não provoca sintomas. Por isso, esperar alguma alteração urinária para procurar o urologista pode significar perder a chance de identificar a doença numa fase mais inicial e mais favorável ao tratamento”, alerta Barreira. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Novembro Azul continuam sendo acompanhados com atenção.

Com isso, O especialista explica que o risco aumenta com a idade, principalmente a partir dos 50 anos. Homens cujo pai ou irmão tiveram câncer de próstata também precisam de atenção especial, assim como homens negros e pessoas com obesidade, que apresentam risco aumentado para a doença.

Novembro Azul: Quando procurar um urologista?

Nesse sentido, A orientação é conversar com um urologista para avaliar os fatores de risco e discutir a necessidade de exames, mesmo na ausência de sintomas. A decisão deve levar em conta a idade, o histórico familiar, as condições de saúde e as preferências de cada paciente.

Entre as ferramentas utilizadas nessa avaliação estão o exame de sangue PSA, que mede os níveis do antígeno prostático específico, e o exame clínico da próstata, que pode incluir o toque retal. A escolha dos procedimentos depende da avaliação médica.

“A avaliação não se resume a um único exame. O exame de sangue do PSA nos ajuda bastante, mas o exame clínico da próstata também é uma ferramenta que ajuda muito o urologista a avaliar o risco e a necessidade de investigação complementar”, explica o médico.

Alterações como jato urinário fraco, dificuldade para urinar e aumento da frequência das micções merecem avaliação profissional. Esses sinais, porém, não indicam necessariamente câncer, pois também podem estar relacionados a problemas benignos da próstata e a outras condições de saúde.

Hábitos saudáveis ajudam

Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e cuidar do peso são medidas importantes para a saúde geral. No entanto, esses hábitos não garantem que o câncer de próstata não apareça e não substituem o acompanhamento médico quando indicado.

“Infelizmente, não existe uma medida capaz de impedir os casos de câncer de próstata. É claro que manter hábitos saudáveis, fazer exercício físico e comer bem ajuda, mas não substitui a avaliação médica quando ela é indicada”, afirma Barreira.

Tratamento

Os avanços da medicina ampliaram as possibilidades de tratamento do câncer de próstata. Entre as opções está a cirurgia robótica, utilizada em casos selecionados. A técnica permite movimentos mais precisos e melhor visualização das estruturas anatômicas durante o procedimento, mas sua indicação depende das características do tumor e das condições clínicas do paciente.

Nem todos os casos exigem a mesma abordagem. A definição do tratamento considera fatores como o estágio da doença, as características do tumor e a saúde geral do homem. Por isso, o acompanhamento especializado é importante tanto para a investigação quanto para a escolha da conduta mais adequada.

A orientação do especialista é que neste Novembro Azul, os homens não esperem o aparecimento de sintomas para cuidar da saúde. Conversar com um urologista, conhecer os próprios fatores de risco e decidir, com orientação profissional, sobre a realização de exames são passos importantes para um diagnóstico oportuno e para ampliar as possibilidades de tratamento.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Carros exóticos, motos e manobras radicais transformam praça de Goiânia em exposição automotiva

Redação Foco Goiás