Domingo, 1 de novembro de 2026
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“Não me arrependo”, diz Flávio Bolsonaro antes de reportagem da Globo

“Não me arrependo”, diz Flávio Bolsonaro antes de reportagem da Globo

Além disso, O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta aberta neste domingo (01/11) para justificar sua ida aos Estados Unidos após perder a disputa pela Presidência da República para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dessa forma, no pronunciamento, o parlamentar criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou as medidas judiciais impostas contra ele como perseguição e afirmou que deixou o Brasil em defesa de sua atuação política.

Com isso, no documento, Flávio também direcionou críticas à Rede Globo. Nesse sentido, segundo ele, a emissora o procurou para uma entrevista exclusiva, mas teria desistido após o senador condicionar sua participação à exibição integral da conversa, sem cortes ou restrições de assuntos.

O parlamentar afirmou ainda que o programa Fantástico, da TV Globo, deverá exibir uma reportagem sobre ele neste domingo, sem conceder espaço para sua manifestação. Portanto, flávio classificou a postura da emissora como uma tentativa de prejudicar sua reputação.

Flávio Bolsonaro questiona medidas judiciais

Em seguida, ao justificar sua permanência nos Estados Unidos, o senador afirmou que sua decisão de deixar o Brasil está relacionada ao cenário político e judicial após o resultado das eleições. “Não saí do Brasil, saí pelo Brasil!”, escreveu.

De acordo com as apurações, flávio afirmou que, sete minutos depois da divulgação do resultado eleitoral, já havia uma decisão judicial determinando medidas cautelares contra ele. Segundo o parlamentar, a intimação ocorreu na manhã seguinte, quando deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.

Na carta, o senador também criticou a situação jurídica do ex-presidente, condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Flávio classificou a condenação como injusta e afirmou que o pai enfrenta perseguição política.

O parlamentar ainda questionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e afirmou que não considera o processo judicial justo ou imparcial.

Entenda a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos

A viagem do senador ocorreu após uma sequência de acontecimentos iniciada com a derrota eleitoral para Lula, no segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro.

Pouco depois da divulgação do resultado, a Polícia Federal solicitou ao STF a adoção de medidas cautelares contra Flávio, incluindo a apreensão dos passaportes, a proibição de deixar o país e a restrição de contato com outros investigados.

O pedido foi apresentado no âmbito da Petição nº 16.877/DF, que envolve uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador nega irregularidades.

Na segunda-feira (26), após visitar o pai, Flávio foi intimado a entregar os documentos de viagem. Na ocasião, publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que cumpriria a determinação judicial e que não pretendia deixar o Brasil.

Entretanto, na noite de terça-feira (27/10), o senador atravessou a fronteira com a Argentina acompanhado da esposa e das duas filhas. De lá, embarcou em um avião particular, com escala no Equador, e chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã de quarta-feira (28/10).

A viagem ocorreu sem o cumprimento da determinação de entrega dos passaportes. Segundo a Polícia Federal, os documentos brasileiros foram cancelados e um alerta migratório foi inserido no sistema de controle de fronteiras.

A corporação informou que não encontrou registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros e que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais.

Flávio Bolsonaro promete entrevistas no Brasil e no exterior

Ao final da carta, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende conversar com veículos de comunicação nacionais e internacionais nos próximos dias.

Segundo ele, as entrevistas serão realizadas sem cortes ou restrições de temas. O senador também declarou que não se arrepende de sua atuação durante a campanha presidencial e que pretende continuar se manifestando publicamente a partir dos Estados Unidos.

“Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil”, concluiu.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás