Além disso, O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barre a candidatura de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito no primeiro turno das eleições de 2026 no Rio de Janeiro. Dessa forma, em parecer enviado nesta sexta-feira (23/10), o órgão aponta indícios de ligação do político com organizações criminosas.
Com isso, canella foi preso no dia 15 de outubro, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no estado. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a candidatura de Márcio continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, no parecer, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirma que a Justiça Eleitoral pode impedir candidaturas de políticos ligados a milícias ou a organizações semelhantes mesmo sem uma condenação definitiva. Portanto, ele cita o artigo 17 da Constituição Federal, que proíbe a influência de organizações paramilitares sobre os partidos políticos.
Contexto e detalhes sobre candidatura de Márcio
Em seguida, O Ministério Público pede que o TSE reverta a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que havia liberado a candidatura de Canella. De acordo com as apurações, segundo o órgão, o tribunal tomou a decisão sem ter acesso às provas do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Por outro lado, O sigilo do caso só foi retirado neste mês, depois da prisão do político.
Vale destacar que de acordo com os elementos reunidos na investigação, Canella teria atuado como articulador político de um esquema criminoso envolvendo o setor de combustíveis. O parecer aponta suspeitas de que ele teria influenciado a escolha de pessoas para cargos de comando na segurança pública para beneficiar o grupo investigado e, em troca, receber dinheiro do esquema.
O Ministério Público também cita uma apreensão feita durante a sexta fase da operação, em julho. Na ocasião, a Polícia Federal encontrou R$ 919 mil reais em dinheiro, dólares e um fuzil de uso restrito dentro do veículo do político, em endereços ligados a ele.
Principais pontos e impactos da decisão
O parecer reúne ainda suspeitas de relações de Canella com integrantes de milícias. Quando era deputado estadual, ele manteve no gabinete dele, até 2023, a esposa de um dos líderes do grupo conhecido como Bonde do Jura.
Já em 2025, depois de assumir a Prefeitura de Belford Roxo, Canella nomeou dois homens apontados como líderes regionais de milícias para cargos de secretário. Segundo o Ministério Público, um deles já havia sido condenado por integrar milícia. O outro respondia a processos por extorsão e porte ilegal de arma de fogo e, posteriormente, também foi condenado. Os dois participaram da campanha eleitoral de Canella.
O órgão cita ainda indícios de possíveis acordos informais entre agentes públicos e o Comando Vermelho durante a Operação Barricada Zero, em Belford Roxo. Segundo o parecer, esses acordos teriam permitido a liberação temporária de acessos a comunidades para a realização de obras e gravações de vídeos, com a posterior retomada do controle territorial pela facção criminosa.
Na avaliação de Alexandre Espinosa, o conjunto de indícios aponta para uma possível entrada de lideranças milicianas na administração pública por meio do político, com apoio eleitoral explícito e participação dele na articulação de uma organização criminosa armada.
O Ministério Público Eleitoral solicita que o TSE reveja a decisão do TRE-RJ e impeça a candidatura. O pedido ainda será analisado pela Corte, que dará a palavra final sobre o caso.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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