Além disso, O menino de 10 anos, que foi atingido na cabeça por três disparos de uma arma de chumbinho em uma propriedade rural de Palmeiras de Goiás, saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após apresentar melhora. Dessa forma, ele foi transferido para a enfermaria pediátrica do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Com isso, segundo a unidade, Daniel Domingues Correia está em estado geral estável e já respira sem ajuda de aparelhos. Nesse sentido, A criança foi ferida no dia 14 de setembro. Portanto, O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio.
Em seguida, A evolução clínica acontece após um período de mais de 20 dias em que o menino ficou sedado, intubado e em coma. De acordo com as apurações, durante a recuperação, ele voltou a se comunicar com familiares, mas ainda apresenta dificuldades para falar e relata dores na cabeça e no quadril.
Por outro lado, O avô paterno, Josmar Dias, contou que a criança já consegue expressar vontades e perguntar por parentes. Vale destacar que O menino também demonstrou desejo de deixar o hospital e ir para a casa dos avós, em Anápolis. Sendo assim, O pai, que vivia em Portugal, voltou ao Brasil depois de saber que o filho havia sido ferido e acompanha a recuperação dele.
Na cabeça: Tiro acidental foi descartado
Além disso, A Polícia Civil apura o que aconteceu na propriedade rural onde Daniel morava com a mãe e o padrasto. Inicialmente, a versão apresentada para a polícia era de que a própria criança teria provocado o disparo de forma acidental enquanto manuseava uma carabina de pressão.
Com o avanço das investigações, essa hipótese passou a ser questionada. Segundo o delegado André Veloso, os exames identificaram três projéteis em diferentes pontos da cabeça sendo dois na região frontal e um na lateral.
Dois projéteis foram retirados durante o atendimento médico. O terceiro continua alojado, porque a equipe médica avaliou que a remoção poderia representar risco para a criança.
Os investigadores também analisaram a arma apreendida, uma carabina de pressão calibre 5,5 milímetros, que precisa ser recarregada manualmente a cada disparo. Para a polícia, essa característica, somada à localização dos ferimentos e às contradições encontradas nos depoimentos, levanta dúvidas sobre a versão inicial de acidente.
A Polícia Civil apreendeu celulares dos investigados para análise e tenta esclarecer como os disparos ocorreram e quem atingiu a criança.
Mãe, padrasto e fazendeiro presos
A mãe de Daniel, Caroline Souza Cirino, o padrasto, Tiago Lopes Cirino, e o proprietário da fazenda onde a família morava, José Rodrigues, foram presos durante a investigação. Os três são suspeitos de envolvimento no caso e seguem detidos.
As defesas negam as acusações. A defesa da mãe afirma que a prisão é uma medida cautelar e sustenta que não há provas de que ela tenha cometido o crime ou agido com essa intenção. Já os advogados do padrasto e do proprietário da fazenda negam a participação dos dois e dizem que eles colaboram com as autoridades.
Menino foi levado de helicóptero para Goiânia
O caso aconteceu em 14 de setembro, em uma fazenda de Palmeiras de Goiás. Depois de ser ferido, Daniel recebeu os primeiros atendimentos no município. Durante o trajeto da família em busca de atendimento médico, o carro em que estavam a criança, a mãe e o padrasto capotou, e o Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer o resgate.
Devido a gravidade do ferimento na cabeça, a criança foi transportada de helicóptero para Goiânia. Após passar por atendimento, foi encaminhada ao Hugol, onde permaneceu internada na UTI até apresentar melhora suficiente para ser transferida para enfermaria pediátrica.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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