Além disso, O mecânico Patrick Liaschi Marçal, de 35 anos, perdeu a visão ainda na infância, após um acidente doméstico que provocou o descolamento da retina dos dois olhos. Dessa forma, natural do Paraná, ele precisou aprender a ler e escrever em Braille, adaptar-se à rotina escolar e enfrentar dificuldades de inclusão. Com isso, anos depois, ao escolher a mecânica automotiva como profissão, encontrou outro desafio: conquistar a confiança de clientes que duvidavam de sua capacidade de trabalhar sem enxergar.
Em entrevista, Patrick contou que a desconfiança das pessoas foi um dos principais obstáculos ao longo de sua trajetória. “Meu primeiro obstáculo foi o mesmo que eu lido desde quando fiquei cego: pessoas. Nesse sentido, clientes para confiar no meu serviço, mesmo eu não enxergando”, relatou. Portanto, atualmente, ele realiza reparos automotivos na oficina montada na garagem de casa e planeja ampliar o negócio. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a na infância continuam sendo acompanhados com atenção.
Na infância: Infância marcada pela perda da visão
Em seguida, patrick perdeu a visão ainda criança, após cair de uma escada na casa onde morava. De acordo com as apurações, como o imóvel ficava abaixo do nível da rua, a queda do primeiro degrau foi suficiente para provocar o descolamento da retina do olho esquerdo. Por outro lado, posteriormente, o olho direito também apresentou complicações relacionadas a uma cirurgia. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de na infância nos últimos dias.
Vale destacar que A partir daquele momento, sua rotina mudou completamente. Sendo assim, durante quase dois anos, ele passou por tratamentos médicos, exames e procedimentos que provocavam dores. Além disso, enquanto outras crianças aproveitavam as brincadeiras e as atividades escolares, Patrick precisava lidar com las limitações impostas pela condição visual e com uma rotina de cuidados médicos. Especialistas destacam que novas atualizações sobre na infância devem surgir em breve.
Dessa forma, as lembranças que guarda da infância incluem imagens de carros coloridos, brinquedos, videogames e os rostos dos pais, do irmão e de alguns parentes. Com isso, por causa da alta miopia e das limitações visuais, ele não conseguia participar de determinadas brincadeiras, consideradas arriscadas para sua condição. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a na infância continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, A perda da visão também exigiu uma adaptação rápida na escola. Portanto, como estava em pleno ano letivo, Patrick precisou aprender o sistema Braille para acompanhar as atividades. Em seguida, segundo ele, conseguiu aprender a ler e escrever pelo método em aproximadamente um mês. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de na infância nos últimos dias.
O aprendizado, no entanto, não foi o único desafio. Encontrar uma instituição de ensino que o aceitasse foi uma das primeiras barreiras enfrentadas por ele. Patrick conta que escolas de sua cidade alegavam não ter materiais adequados nem professores capacitados para atendê-lo. Especialistas destacam que novas atualizações sobre na infância devem surgir em breve.
A oportunidade veio em uma instituição cujo diretor era amigo de seu pai. Mesmo com a matrícula, a convivência com os colegas não foi fácil. Ele relata que enfrentava exclusão em atividades e brincadeiras, além de situações que evidenciavam o preconceito.
O apoio da família e o primeiro contato com a música
A perda da visão também abalou a família. Os pais de Patrick já sabiam que havia a possibilidade de ele ficar cego, mas não esperavam que isso acontecesse tão cedo. O irmão, cinco anos mais novo, ainda não compreendia o que estava acontecendo.
Durante esse período, as professoras de um centro de atendimento a pessoas com deficiência visual e auditiva tiveram papel importante na adaptação. Uma delas, Sônia, que trabalhava no centro Visiáudio, apresentou a Patrick seu primeiro instrumento musical: o teclado.
O que começou como uma experiência para despertar sua curiosidade se transformou em uma paixão. Com o tempo, ele aprendeu a tocar outros instrumentos, como guitarra, violão, bateria, saxofone e acordeon.
O interesse pela bateria surgiu de maneira espontânea. Na igreja que frequentava, Patrick gostava de ouvir o instrumento, mas nem sempre conseguia se aproximar dele. Em determinado momento, começou a experimentar os sons e a praticar por conta própria.
A música passou a ocupar um espaço cada vez maior em sua vida. Na fase adulta, Patrick montou um estúdio e trabalhou profissionalmente com produção musical, especialmente nos gêneros hip-hop e música eletrônica. Ele fez cursos na área, teve contratos com gravadoras e participou de projetos com artistas conhecidos.
A produção musical se tornou sua principal atividade profissional, e a expectativa era continuar crescendo nesse mercado. Entretanto, as dificuldades financeiras enfrentadas durante a pandemia de Covid-19 afetaram o negócio e o levaram a procurar alternativas para manter a renda.
Da produção musical à mecânica automotiva
A mudança de profissão foi motivada também por um interesse antigo. Patrick cresceu observando o trabalho do avô, que atuava na mecânica de veículos pesados, especialmente caminhões e motores a diesel. O pai também contribuiu para despertar sua curiosidade sobre o funcionamento dos veículos.
Diante das dificuldades financeiras, decidiu investir em um curso de mecânica geral e, posteriormente, buscou formação voltada para motocicletas. A partir do aprendizado, começou a desenvolver suas habilidades e a trabalhar com reparos automotivos.
A transição, porém, trouxe novamente uma situação que ele já conhecia desde a infância: a desconfiança das pessoas. Alguns chegaram a fazer piadas quando souberam que ele pretendia trabalhar com mecânica.
Patrick conta que precisou demonstrar, na prática, que era capaz de realizar os serviços. Para isso, desenvolveu maneiras de executar os procedimentos de acordo com suas possibilidades e adaptou técnicas quando necessário.
Um motor reconstruído e a confiança dos clientes
Entre os serviços que marcaram sua trajetória está a reconstrução completa do motor de um Chevrolet Monza. O proprietário continua utilizando o veículo para viajar a outra cidade e o motor permanece funcionando normalmente desde o reparo.
O resultado representou uma conquista profissional e reforçou sua confiança na atividade. Mais do que concluir o serviço, ele conseguiu mostrar ao cliente a qualidade do trabalho realizado.
Com o tempo, conseguiu melhorar as condições de trabalho na garagem de casa, obter equipamentos por meio de parceiros e contar com a ajuda de uma pessoa de confiança. Um dos clientes também se tornou parceiro e amigo, fortalecendo uma relação construída ao longo dos serviços.
Parceria dentro e fora do trabalho
A esposa, Bianca, também participa da trajetória profissional de Patrick. Os dois se conheceram durante uma reunião de negócios e a parceria se estendeu à vida profissional. Atualmente, ela contribui com as atividades administrativas e financeiras da oficina, tornando a rotina mais leve.
Planos para o futuro
Ao longo dos anos, Patrick percebeu que sua trajetória também passou a influenciar outras pessoas. A deficiência visual ainda impõe obstáculos, mas ele procura adaptar os procedimentos e encontrar alternativas para continuar trabalhando.
O próximo objetivo é ampliar a oficina, conquistar um barracão maior e expandir o atendimento, oferecendo mais oportunidades de crescimento às pessoas que trabalham com ele. Ao recordar o caminho percorrido, ele resume: “Quem tá comigo no pouco, vai estar comigo no muito”.
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