Maioria dos trabalhadores de call center alvo de operação contra exploração no Paraguai é brasileira

(Ministério de Trabalho, Emprego e Seguridade Social do Paraguai)

Além disso, A maioria dos trabalhadores de um call center alvo de uma operação em Assunção, no Paraguai, é brasileira. Dessa forma, ao todo, 119 funcionários foram ouvidos durante a fiscalização, que identificou indícios de jornadas prolongadas, descontos nos salários e aplicação de multas. Com isso, A ação integra uma investigação do Ministério Público paraguaio por suspeita de tráfico de pessoas para fins de exploração no trabalho.

Nesse sentido, A fiscalização foi realizada pelo Ministério Público em conjunto com o Ministério do Trabalho, Emprego e Previdência Social (MTESS) e a Direção Nacional de Migrações. O procedimento durou aproximadamente seis horas.

A Direção Nacional de Migrações identificou cerca de 129 trabalhadores estrangeiros em situação migratória irregular. As autoridades paraguaias não informaram quantos deles são brasileiros.

Contexto e detalhes sobre call center

Entre as possíveis irregularidades encontradas estão jornadas prolongadas, pagamento de comissões e bonificações em dinheiro e separadamente do salário-base, além de descontos nos salários referentes a alimentação e alojamento.

Os fiscais também encontraram cartazes com medidas disciplinares que previam multas e outras exigências em caso de atrasos.

Trabalhadores relataram ainda que estrangeiros eram recrutados pelas redes sociais e levados ao Paraguai. As autoridades investigam as condições oferecidas para contratação, trabalho e alojamento.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos relacionados aos trabalhadores e equipamentos de informática. O material será analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

A empresa fiscalizada foi intimada a apresentar contratos de trabalho, recibos de pagamento, registros de horários e documentos relacionados a comissões, recrutamento e alojamento até 23 de setembro.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que, até o momento, não recebeu pedidos de assistência consular dos brasileiros envolvidos. Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro foi notificado da operação e acompanha seus desdobramentos, em contato com as autoridades paraguaias.

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