Em reunião realizada nesta quinta-feira (05/11) pelo Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que responsabilidade jurídica e fiscal são condições essenciais para que o Brasil consiga captar investimentos estrangeiros. A declaração ocorreu horas após um encontro com economistas e a equipe econômica dedicada ao tema da dívida pública e do ajuste fiscal.
Economia arrumada como pré-requisito
O presidente também foi direto ao ligar credibilidade econômica à capacidade de atrair parceiros. “Sabemos que, para atrair, temos que ter uma economia arrumada. As pessoas querem saber se estamos falando sério”, disse Lula.
Na prática, isso significa que juros altos e dívida pública crescente afastam quem quer investir. Quando o governo parece sem controle das contas, o risco percebido sobe, e o investidor exige mais retorno ou simplesmente vai embora.
Juros e ajuste fiscal no pano de fundo
O cenário em que Lula fez essas declarações tem peso. O Comitê de Política Monetária (Copom), grupo do Banco Central que define a taxa básica de juros, indicou a manutenção da Selic em 13,75%. A Selic é o principal instrumento para controlar a inflação, mas juros altos também encarecem o crédito e o financiamento de empresas e famílias.
A equipe econômica do governo, por sua vez, considera indispensável promover mudanças estruturais nas despesas públicas, abrangendo os gastos obrigatórios. De acordo com interlocutores que preferiram não se identificar, o principal desafio está em fazer Lula abraçar a necessidade de tais medidas.
Paralelamente, o governo tem buscado transmitir ao mercado sinais de que age para frear a expansão da dívida. O controle do endividamento público ganhou destaque central nas discussões do período de transição do novo governo.
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