Além disso, em um debate mais propositivo do que há seis dias atrás, Lula e Flávio Bolsonaro tiveram o último embate de ideias antes do derradeiro 2º turno das eleições, marcado para o próximo domingo. Dessa forma, com regras que amarravam os candidatos a deliberar sobre temas pré-determinados, o petista e o bolsonarista tiveram performances equilibradas, mas voltaram ao ringue no último bloco de assunto livre.
Com isso, os dois fizeram muitos acenos a políticas assistencialistas, discutiram bets, economia, travaram um embate forte sobre segurança pública e trocaram acusações pessoais sobre corrupção. Nesse sentido, lula atacou o adversário sobre políticas sociais, como o aumento real do salário mínimo e das aposentadorias, Bolsa Família e o Sistema Único de Saúde. Portanto, O petista conseguiu se colocar como um “homem do povo” ao relembrar a sua trajetória como metalúrgico, mas recebeu como resposta promessas de Flávio de que não fará cortes em gastos assistenciais. A campanha do senador, no entanto, promete um “tesouraço” nas contas públicas para equilibrar a economia.
Em seguida, já o principal ataque de Flávio a Lula foi, justamente, o endividamento público e das famílias. Em diversas oportunidades, o bolsonarista questionou o presidente com o tema, ainda se dirigindo ao eleitor através das câmeras para refletir sobre o baixo poder de compra. O petista insistiu no discurso de que o aumento dos gastos públicos fará a economia crescer.
Contexto e detalhes sobre Lula e Flávio
Um dos momentos mais sensíveis para Flávio Bolsonaro foi no tema segurança pública, quando Lula relembrou a sua relação com a milícia do Rio de Janeiro. A campanha do petista ainda trouxe Cristiane Gomes para a plateia do debate, a mãe da menina Ana Clara, de 5 anos, morta por um tiro de fuzil em 2021, no estado. Já senador da República, Flávio Bolsonaro atuou como advogado do policial militar acusado do disparo. Questionado sobre o tema, Flávio demonstrou incômodo e chamou Cristiane pelo nome da filha.
Os candidatos ainda discutiram sobre a proibição das bets. Lula também repetiu várias vezes para que o eleitor procurasse no Google as acusações e afirmações feitas pelo adversário, mas fugiu de respostas no debate.
Já no último bloco, reservado para temas livres entre os candidatos, Flávio e Lula voltaram a trocar acusações sobre corrupção. O presidente lembrou o caso da ilha do atacante Richarlison, que acusa o bolsonarista de tê-la roubado. Já Flávio apontou o suposto envolvimento do filho do petista, Lulinha, nos escândalos do INSS. Os dois ainda discutiram sobre o envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A última pesquisa Datafolha, divulgada nessa quinta-feira, mostram os dois empatados numericamente em votos válidos, 50 a 50. Neste sábado, Flávio e Lula estarão em atos de campanha no Rio de Janeiro.
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