Além disso, A presidente do Peru anunciou um conjunto de regras de disciplina para as escolas públicas do Peru na última segunda-feira (12/10). Dessa forma, as medidas proíbem meninos de usar cabelo comprido e meninas de usar maquiagem. Com isso, unhas pintadas e celulares também serão vetados. Nesse sentido, as normas valerão para 6,7 milhões de estudantes da rede pública.
Portanto, A presidente realizou o anúncio em uma cerimônia oficial numa escola de Chaclacayo. “Os garotos devem vir de cabelo curto. Em seguida, É totalmente proibido pintar o cabelo ou usar maquiagem”, afirmou Fujimori. “A ordem não deve existir apenas nas ruas. De acordo com as apurações, também precisa retornar às nossas escolas, às nossas salas de aula”, acrescentou a presidente.
Públicas do Peru: Regras e punições
Por outro lado, no mesmo evento, o ministro da Educação, José Antonio Chang, acrescentou outros detalhes. “Maquiagem, esmalte e cabelos excessivamente longos ou tingidos não serão permitidos. Também teremos que garantir que as saias escolares tenham um comprimento apropriado”, afirmou o ministro. Estudantes expulsos (seja por agressões físicas ou uso indevido de celular) darão continuidade aos estudos num formato que combina aulas virtuais com atendimento presencial.
Chang também anunciou a volta das notas de conduta, extintas em 2019. “Sei que pode parecer bastante rigoroso, mas acreditem, isso será importante para toda a vida”, disse Fujimori. “Todos esses critérios estabelecerão disciplina”, continuou a presidente. Ela acrescentou que “os mais malcriados não estarão nas salas de aula”.
Uma resolução foi editada pelo Ministério da Educação para abrir um período de 15 dias de consulta pública sobre as novas normas. A data exata para a implementação definitiva ainda não foi anunciada.
As medidas valem somente para a rede pública, responsável por 72% dos alunos de educação básica do país. Já os 2,6 milhões de crianças e adolescentes matriculados em instituições privadas continuarão seguindo as regras estabelecidas por cada escola.
Críticas e contexto
A senadora Ruth Luque, opositora de Fujimori, criticou as medidas. “Agora a educação é medida pelo comprimento do cabelo, pela maquiagem ou pelas unhas pintadas?”, questionou. Luque também afirmou que “a autoridade docente é indispensável, mas não se constrói confundindo a aparência pessoal com a conduta, nem impondo estereótipos sobre como meninos e meninas devem se apresentar”.
As novas diretrizes surgem num contexto em que Fujimori busca estreitar laços com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, cuja visita está prevista para o final de outubro. Bukele mantém seu país sob regime de exceção desde há quatro anos e meio e, desde agosto do ano passado, implementou normas semelhantes de uniforme e corte de cabelo nas escolas salvadorenhas, onde estilos como o moicano são expressamente proibidos.
Ao republicar no X a notícia divulgada pela sua ministra da Educação, Bukele declarou: “Para construir o El Salvador com o qual sonhamos, está claro que devemos transformar completamente o nosso sistema educacional”.
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