Justiça realiza primeira audiência sobre morte de jovem durante salto de rope jump
A Justiça deu início, nesta quinta-feira (17/09), às audiências de instrução relacionadas à morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos. Ela morreu depois de ser lançada de uma altura de 40 metros, sem cordas ou proteção, durante um salto de rope jump, realizado no dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Os depoimentos aconteceram de forma remota. Ao todo, quatro das 31 testemunhas foram ouvidas. Uma nova audiência foi agendada para a próxima quarta-feira (23/09) para dar continuidade a esta fase do processo.
Depois, o juiz Guilherme Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira, vai ouvir os réus e decidir se eles serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Os réus são os instrutores responsáveis pelo salto e que aparecem nas imagens amplamente divulgadas nas redes sociais: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. Além deles, a mulher apontada como a responsável pelo evento, Evelyne dos Santos Gonçalves. Todos estão presos preventivamente.
Ao final da audiência, o juiz negou novos pedidos de liberdade apresentados pelas defesas dos indiciados. Os quatro respondem criminalmente por homicídio com dolo eventual qualificado, quando se assume o risco de matar, e Evelyne também é acusada de fraude processual.
Segundo a Polícia, ela teria ocultado perfis em redes sociais que poderiam auxiliar nas investigações. Na denúncia, o Ministério Público também apontou que a câmera que estava amarrada no pulso da jovem durante o salto não foi encontrada.
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