Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
fuga para Argentina

Imprensa do Paraguai diz que Santiago Peña pode ter fugido para Argentina após renúncia

Imprensa do Paraguai diz que Santiago Peña pode ter fugido para Argentina após renúncia

Além disso, O governo do presidente argentino Javier Milei negou, nesta quinta-feira (5/11), que Santiago Peña tenha fugido do Paraguai para a Argentina após anunciar sua renúncia à Presidência. Dessa forma, A suspeita foi levantada por parlamentares paraguaios durante uma sessão do Congresso que discutia a saída do mandatário, pressionado pela crise financeira provocada pelo colapso do Ueno Bank.

Com isso, fontes do governo argentino informaram ao jornal La Nación que não existe registro de entrada de Peña no país. Nesse sentido, A ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, também descartou a presença do presidente paraguaio em território argentino e afirmou que as autoridades migratórias passaram a monitorar as fronteiras com o Paraguai e o Brasil. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Santiago Peña continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, segundo a ministra, os relatórios enviados até as 19h desta quinta-feira não indicavam qualquer movimentação relacionada a Peña. Em seguida, as equipes de imigração foram orientadas a apresentar atualizações a cada meia hora. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Santiago Peña nos últimos dias.

De acordo com as apurações, A hipótese de fuga ganhou força depois que a deputada paraguaia Johana Ortega questionou, durante uma sessão do Congresso, se o presidente havia deixado o país sem comunicar ao Legislativo.

“Queremos saber se recebeu alguma comunicação do presidente Santiago Peña sobre uma saída do país, porque estão afirmando que ele já pisou em solo argentino”, declarou a parlamentar.

Por outro lado, O senador Rubén Velázquez também mencionou informações não confirmadas de que Peña teria viajado à Argentina e solicitado asilo político a Javier Milei.

Vale destacar que pela Constituição paraguaia, o presidente deve comunicar ao Congresso suas viagens ao exterior. Sendo assim, não foram apresentadas provas de que Peña tenha deixado o país.

Governo do Paraguai diz que Peña está em Assunção

No início da noite, o porta-voz da Presidência paraguaia, Guillermo Grance, afirmou que Santiago Peña permanece no país e não viajou para a Argentina.

“O presidente da República está no país e vai cumprir seu dever constitucional de se defender”, declarou Grance durante entrevista coletiva.

O porta-voz acrescentou que Peña se encontra em Assunção, mas não informou seu endereço exato por questões de segurança.

A declaração foi divulgada depois de questionamentos sobre o paradeiro do presidente, que havia anunciado sua renúncia por meio de um vídeo, sem comparecer pessoalmente ao Congresso para entregar o documento.

A senadora Lilian Samaniego também afirmou ter conversado por telefone com Peña. Segundo ela, o presidente disse que estava em casa, sem esclarecer se na residência particular ou na moradia oficial da Presidência.

Congresso mantém processo de impeachment

A crise política se agravou depois que Peña apresentou sua renúncia, na tarde desta quinta-feira, em meio às investigações sobre o Ueno Bank.

A Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade dos 78 parlamentares presentes, a abertura de um processo de impeachment contra o presidente. A acusação foi encaminhada ao Senado.

Uma sessão conjunta do Congresso foi convocada para decidir sobre a aceitação da renúncia, mas acabou interrompida por falta de quórum, depois que parlamentares governistas deixaram o plenário. Com isso, a saída de Peña não foi formalizada, e o processo de impeachment continuou em discussão.

A oposição defende que o presidente seja submetido ao julgamento político, em vez de ter a renúncia aceita. Parlamentares argumentam que a saída voluntária poderia garantir a Peña prerrogativas relacionadas à condição de senador vitalício, dificultando eventuais responsabilizações judiciais.

Em uma nova manifestação divulgada nas redes sociais, Peña afirmou que comparecerá ao julgamento político e apresentará sua defesa.

Crise começou com intervenção em banco

O presidente anunciou sua renúncia três dias depois que o Banco Central do Paraguai determinou a intervenção no Ueno Bank, instituição financeira com aproximadamente 2,9 milhões de clientes.

O banco foi submetido ao procedimento depois que autoridades identificaram problemas de solvência e irregularidades financeiras. O bloqueio dos recursos atingiu correntistas e instituições públicas, provocando protestos no país.

Peña foi acionista de uma empresa ligada ao grupo controlador do banco até março de 2025. O Ministério Público paraguaio abriu investigação para apurar possíveis irregularidades e responsabilidades relacionadas à crise.

O presidente afirmou que colaborará com as investigações e que o ressarcimento dos clientes do banco não deve depender de seu futuro político.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás