Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Cidades

Impedida de jogar vôlei na escola por falta de RG, jovem que sonha com seleção brasileira tira documento em Goiânia

Impedida de jogar vôlei na escola por falta de RG, jovem que sonha com seleção brasileira tira documento em Goiânia

Sobre o tema envolvendo Impedida de jogar, além disso, aos 14 anos, a estudante Ana Gabriele sonha alto: quer ser jogadora profissional de vôlei e chegar à seleção brasileira. Até agora existia, no entanto, um obstáculo banal entre a adolescente e as quadras. Sem carteira de identidade, Ana sequer conseguia participar das atividades esportivas oferecidas pela escola. A barreira começou a cair no último sábado (26), quando Ana finalmente recebeu o primeiro RG, em Goiânia.

A estudante esperava pelo documento fazia tempo. Além de impedir a participação nas atividades da escola, a falta do RG também impossibilitava que ela abrisse uma conta bancária. Para a menina, porém, o que mais incomodava era não poder evoluir na prática do vôlei.

“Pode parecer algo bobo ou sem importância, mas eu pretendo ser jogadora profissional de vôlei e nunca tive a oportunidade de fazer esse esporte porque não tinha o RG”, contou Ana. Ela recebeu o documento durante o 4º Mutirão de Atendimento às Famílias, promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás.

“Agora, vou me dedicar ao máximo e quem sabe um dia chego na seleção brasileira. Estou muito feliz e realizada”, afirmou.

Impedida de jogar: Quase 500 atendimentos

Ana estava entre centenas de pessoas que compareceram à Escola Municipal Professor Trajano de Sá Guimarães, no Parque Amazônia, em Goiânia, em busca de documentos e outros serviços gratuitos. Segundo o TJGO, foram realizados quase 500 atendimentos, por meio do Programa Pai Presente.

O TJ-GO informa que emitiu 142 carteiras de identidade e atendeu 134 solicitações de certidões de nascimento, casamento ou óbito. O Programa Pai Presente realizou 54 atendimentos, com 38 orientações jurídicas e abertura de 16 processos. Houve ainda 11 coletas para exames de DNA.

Pai tenta oficializar vínculo com filha após 19 anos

Outra história que ajuda a contar o que aconteceu no mutirão é a do lavrador José Gomes, de 59 anos. Ele procurou o evento para reconhecer oficialmente a paternidade da filha, hoje com 19 anos.

José contou ao TJGO que sempre conviveu com a jovem e cuidou dela desde criança. Apesar disso, seu nome não constava nos documentos da filha.

Segundo o lavrador, as dificuldades financeiras contribuíram para que a regularização não fosse feita anteriormente. Ele trabalhava na roça, não tinha condições de resolver a documentação e os anos foram passando. Foi aí que procurou o TJ-GO para formalizar uma relação que, segundo ele, sempre existiu na prática.

“Isso é motivo de muito orgulho para um pai”, disse José sobre a possibilidade de finalmente ter o nome incluído no registro da filha.

Além de emissão de documentos e reconhecimento de paternidade, o mutirão ofereceu orientação sobre guarda, pensão alimentícia, convivência familiar e união estável, além de mediação de conflitos e atendimentos relacionados ao reconhecimento de maternidade biológica e socioafetiva.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Quais foram as citações sobre Paulo Gonet que vazaram até agora no Caso Master

Redação Foco Goiás