Além disso, aos 47 anos, o guia pedagógico Fábio Santos está há 195 dias caminhando rumo ao Alasca, em uma viagem que começou em Hidrolândia, na Região Metropolitana de Goiânia, e nasceu de um sonho cultivado desde a infância. Dessa forma, muito antes de percorrer quase 4 mil km a pé, ele já conhecia o Brasil sobre duas rodas e havia passado 623 dias viajando de bicicleta até Ushuaia, no extremo sul da Argentina.
Com isso, A história começou quando Fábio tinha cerca de 8 anos e conheceu Willy, um vizinho que se tornou uma espécie de mentor e despertou nele o gosto por viagens e aventuras. Nesse sentido, na época, o homem havia acabado de voltar de uma viagem de bicicleta a Santiago, no Chile, e trouxe consigo fotografias da Cordilheira dos Andes e histórias que impressionaram o menino. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a rumo ao Alasca continuam sendo acompanhados com atenção.
“Eu lembro que ele ficou um tempão fora, tipo um mês. Quando voltou, contando aquelas histórias de aventura, mostrando foto dele na Cordilheira dos Andes, na neve… Aquilo me fascinou”, relembra Fábio.
Portanto, A partir dali, os dois passaram a compartilhar atividades ao ar livre. Em seguida, willy praticava atletismo e começou a treinar Fábio para correr. De acordo com as apurações, eles também faziam acampamentos e outras aventuras. A convivência criou uma relação que, segundo Fábio, se aproximava da de pai e filho, já que ele não teve a presença paterna durante a infância. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de rumo ao Alasca nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre rumo ao Alasca
Por outro lado, aos 17 anos, veio a primeira grande viagem. Vale destacar que O vizinho o convidou para correr uma maratona em Blumenau, em Santa Catarina, mas o percurso seria feito de bicicleta. Sendo assim, fábio nem sequer tinha uma.
“Eu falei: ‘Mas não, não é muito cedo?’. Ele falou: ‘Você não falou que queria viajar de bicicleta?’. Eu não tinha nem bicicleta. Ele pegou a bicicleta que tinha usado para viajar para o Chile e me deu”, conta.
Além disso, com a autorização da mãe, os dois partiram para Blumenau. Dessa forma, depois, fizeram outra viagem até Curitiba para participar de uma maratona. Com isso, dessa vez, chegaram a dividir uma bicicleta: enquanto um pedalava, o outro corria, com revezamento a cada 10 quilômetros.
Nesse sentido, depois da viagem para Curitiba, Fábio passou a viajar sozinho de bicicleta pelo Brasil. A primeira viagem foi até o Pantanal. A partir daí, começou a aproveitar as férias para percorrer diferentes regiões do país. Amazônia, Chapada Diamantina e Chapada dos Veadeiros estiveram entre os destinos. Mesmo depois de a mãe se mudar para Goiânia, ele continuou fazendo viagens de bicicleta entre São Paulo e a capital goiana.
Principais pontos e impactos da decisão
As viagens, que duravam entre 30 e 40 dias, acabaram despertando uma vontade ainda maior. Fábio começou a imaginar como seria passar um ano inteiro na estrada. Foi quando surgiu a ideia de chegar a Ushuaia, no extremo sul da Argentina.
Em 30 de maio de 2010, ele deixou São Paulo de bicicleta. O plano inicial era passar um ano viajando, mas a aventura acabou durando 623 dias. Fábio retornou em fevereiro de 2012 e, pouco depois, uma nova ideia começou a tomar forma. Se ele havia chegado ao extremo sul do continente, poderia tentar alcançar o extremo norte.
“Se eu fui até o extremo sul dos continentes, eu vou até o extremo norte, que é o Alasca”, lembra.
A ideia, no entanto, permaneceu guardada por 14 anos. Nesse período, Fábio trabalhou, se casou, construiu patrimônio e comprou uma casa. Para ele, era importante garantir que teria um lugar para voltar depois da aventura.
O que dizem as partes envolvidas
Em 2024, começou a preparar efetivamente a nova jornada. Vendeu um sítio que tinha em São Paulo, comprou um terreno em Hidrolândia e passou os dois anos seguintes construindo a própria casa. Enquanto isso, continuou trabalhando em São Paulo como educador, realizando saídas pedagógicas com escolas, e organizou os detalhes da viagem.
A caminhada começou em 26 de março deste ano, quando Fábio saiu da casa da mãe, em Hidrolândia, rumo ao Alasca. Atualmente, ele está no Peru e já se aproxima dos 4 mil quilômetros percorridos.
O planejamento financeiro também fez parte da preparação. Fábio afirma que não possui recursos para bancar toda a viagem e conta com uma reserva para situações de emergência, além do apoio de pessoas que acompanha e encontra durante o percurso.
Por que ir a pé até o Alasca?
A mudança da bicicleta para a caminhada não foi apenas uma escolha de transporte. Nas viagens anteriores, Fábio conseguia avançar muito mais rápido. Em um único dia, chegava a percorrer entre 150 e 200 quilômetros. O problema era que, enquanto ganhava distância, perdia a oportunidade de conhecer quem vivia nos lugares por onde passava.
“De bicicleta eu passava por alguns povoados e não conversava com ninguém. Eu olhava a paisagem, admirado, mas as pessoas passavam despercebidas”, relata.
A pé, o ritmo caiu para cerca de 40 quilômetros por dia. Em compensação, Fábio passou a ter tempo para parar, conversar e pedir ajuda quando precisava. Uma dessas situações aconteceu recentemente, no Peru.
Já perto de anoitecer e sem conseguir chegar à cidade onde pretendia dormir, ele parou em uma pequena venda, comprou alguns alimentos e perguntou ao proprietário, Seu André, se poderia montar a barraca no gramado. O homem não deixou que ele acampasse.
“Você não vai acampar aí. Eu tenho um quarto desocupado ali em cima, você vai ficar no quarto”, disse.
A caminhada também mudou a forma como Fábio enxerga as pessoas que encontra pela estrada. Durante a viagem, ele conta que tem sido recebido e ajudado por moradores de diferentes lugares, o que reforçou uma impressão que já tinha antes de sair de casa.
“Minha leitura de mundo é que as pessoas, em sua grande maioria, 99% das pessoas, são pessoas boas, são famílias, são pessoas lindas e maravilhosas”, afirma.
A previsão é que Fábio permaneça uma ou duas semanas no Alasca depois de chegar ao destino, dependendo das condições do visto. Em seguida, ele pretende voltar de avião para Goiânia. De volta para casa, quer retomar o trabalho como educador, cuidar dos animais e ficar com a mãe.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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