Um levantamento da ValeCard apontou que Goiás registrou a maior alta do diesel S-10 no Brasil em outubro, com avanço de 4,49%. Em contrapartida, o estado apresentou a segunda maior redução na preço da gasolina no país, com queda de 2,04%.
Sobre o tema envolvendo gasolina no país, além disso, goiás registrou a maior alta do preço do diesel S-10 no Brasil em outubro de 2026. Dessa forma, O combustível ficou 4,49% mais caro no estado, elevando o preço médio para R$ 7,473 por litro. Com isso, na contramão, a gasolina comum apresentou a segunda maior redução do país, com queda de 2,04%, e passou a custar, em média, R$ 6,670.
Nesse sentido, os dados são de um levantamento da ValeCard, realizado com base em transações registradas entre 1º e 26 de outubro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país. Portanto, O cenário também aponta ganho de competitividade do etanol, que se tornou economicamente mais vantajoso em 21 unidades federativas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a gasolina no país continuam sendo acompanhados com atenção.
Gasolina no país: Diesel acumula alta e Goiás lidera ranking nacional
Em seguida, O diesel S-10 teve aumento médio de 2,55% no Brasil em outubro, passando de R$ 7,333 para R$ 7,520 por litro. De acordo com as apurações, A alta foi registrada em 23 unidades federativas e representa uma sequência de pressão sobre os preços, que já acumulam avanço de aproximadamente 5% em dois meses.
Por outro lado, goiás liderou o ranking nacional, com elevação de 4,49%. Vale destacar que O Centro-Oeste concentrou os maiores aumentos: Mato Grosso registrou alta de 3,88%, com o litro a R$ 7,909; o Distrito Federal teve avanço de 3,75%, chegando a R$ 7,497; e Mato Grosso do Sul apresentou aumento de 3,63%, com preço médio de R$ 7,631.
Sendo assim, no Sul, os três estados também registraram elevação pelo segundo mês consecutivo. No Rio Grande do Sul, o diesel subiu 3,82%, chegando a R$ 6,979 por litro. Em Santa Catarina, a alta foi de 3,72%, enquanto no Paraná ficou em 3,35%.
Segundo Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, o aumento continuou disseminado pelo país e ganhou intensidade em outubro. O executivo avalia que, apesar de reduções pontuais, o mercado ainda apresenta pressão sobre os preços, com diferenças de comportamento entre as regiões.
Gasolina cai em Goiás e em outros 19 estados
Enquanto o diesel ficou mais caro, a gasolina comum apresentou redução de 0,29% na média nacional. O preço passou de R$ 6,768 para R$ 6,748 por litro em outubro.
A quantidade de unidades federativas com queda aumentou de 14, em setembro, para 20 no levantamento mais recente.
O Distrito Federal registrou a maior redução do país, de 2,37%, com o litro a R$ 6,647. Goiás ficou em segundo lugar, com recuo de 2,04% e preço médio de R$ 6,670.
No Nordeste, Pernambuco e Bahia seguiram na direção contrária, com aumentos de 0,91% e 0,63%, respectivamente. No Sul, Paraná e Rio Grande do Sul mantiveram a trajetória de queda. O estado gaúcho continuou com o menor preço médio nacional da gasolina, de R$ 6,311 por litro.
Etanol fica mais competitivo em 21 estados
O etanol hidratado registrou aumento de 0,52% na média nacional, passando de R$ 4,338 para R$ 4,361 por litro. Mesmo com a alta, o biocombustível ganhou competitividade em relação à gasolina e passou a ser mais vantajoso em 21 estados. Em setembro, essa condição era observada em 17 unidades federativas.
O Nordeste apresentou redução nos preços em todos os nove estados da região. As maiores quedas ocorreram no Rio Grande do Norte, com recuo de 6,23%, para R$ 4,767 por litro; em Sergipe, com baixa de 5,82%, para R$ 4,968; e no Maranhão, onde a redução foi de 4,57%, com preço médio de R$ 4,734.
Em São Paulo, o etanol teve a maior alta nacional, de 2,24%, passando a custar R$ 4,053 por litro. Apesar do aumento, o estado manteve o menor preço médio do biocombustível no país.
A comparação de competitividade considera a relação de 70% entre os preços: quando o litro do etanol custa até 70% do valor da gasolina, o abastecimento com o biocombustível tende a ser mais vantajoso. A eficiência de cada veículo, porém, pode alterar essa relação.
Medidas federais tentam conter pressão sobre combustíveis
A movimentação dos preços ocorre em meio à continuidade de medidas federais para reduzir os efeitos das pressões internacionais sobre os combustíveis.
Em outubro, o governo ampliou a desoneração da gasolina, prorrogou a desoneração do etanol, reforçou a subvenção aos produtores do biocombustível e anunciou um benefício adicional para o diesel importado.
No dia 27 de outubro, também foi anunciada a renovação, por mais 30 dias, da subvenção de R$ 2,12 por litro ao diesel rodoviário, diante da permanência das pressões internacionais sobre os custos do combustível.
O levantamento da ValeCard mostra comportamentos distintos entre os combustíveis: enquanto o diesel continua em trajetória de alta, a gasolina apresenta redução em boa parte do país e o etanol amplia sua competitividade. Em Goiás, o destaque é a alta do diesel, a maior registrada nacionalmente no período.
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