Além disso, A fumaça de queimadas encobriu Manaus na manhã deste sábado (17/10), mantendo a qualidade do ar em classificação perigosa por horas consecutivas. Dessa forma, às 6h, a plataforma IQAir apontava 441 pontos no índice de qualidade do ar, a pior marca dentre todas as capitais do país naquele momento. Com isso, A situação foi se agravando com o passar das horas.
Nesse sentido, por volta das 8h40, o índice AQI+ saltou para 657 pontos, permanecendo na faixa perigosa. Portanto, nesse mesmo horário, o IQAir registrava concentração de PM2.5 (partículas finas em suspensão) de 404,3 μg/m3. O dado é alarmante quando confrontado com a diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece 5 μg/m3 como limite para a média anual de PM2.5, ou seja, o valor medido às 8h40 era 80,9 vezes superior a esse parâmetro. Em seguida, A qualidade do ar no estado já vem sendo classificada como “ruim” e “péssima” há mais de dois meses.
Fumaça de queimadas: Pontos monitorados no limite
De acordo com as apurações, O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), vinculado à Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontou classificação péssima para os pontos monitorados em Manaus por volta das 6h55. No bairro Coroado, uma das estações chegou a registrar 457,7 μg/m3.
No interior do Amazonas, os números também eram alarmantes por volta das 7h16. Urucurituba marcava 731,1 μg/m3 e Maués, 724,7 μg/m3, conforme dados do Selva. No ranking das capitais mais poluídas, Porto Velho (RO) ocupava a segunda posição, com índice de qualidade do ar de 65 pontos.
Moradores relatam sufocamento
Nas redes sociais, moradores da região relataram os efeitos da fumaça no dia a dia. Publicações mencionaram cheiro forte, olhos irritados e comprometimento da respiração. “Mais um dia acordando com o fedor insuportável de fumaça. A qualidade do ar em Manaus continua péssima e, mais uma vez, volto a dizer que sinto que estão tentando nos matar sufocados”, escreveu um usuário da rede social.
Outro declarou: “Os níveis de qualidade do ar chegaram a patamares péssimos, o nível mais alto de insalubridade”.
Prefeitura se posiciona
A Prefeitura de Manaus fez algumas recomendações à população neste momento: evitar a exposição à fumaça e utilizar as unidades básicas de saúde para possíveis ocorrências relacionadas à poluição.
O prefeito Renato Junior ainda afirmou que vem realizando medidas para conter a situação, mas que a origem das queimadas ultrapassa os limites do município. “Só este ano já plantamos mais de 40 mil árvores, estamos irrigando praças e árvores durante a noite, intensificando as conscientizações não somente na área urbana, mas também na área rural. Estamos fazendo a nossa parte, mas volto a repetir: Manaus não está em chamas. As chamas vêm de outros municípios e até de outros estados.”
Ele afirma que mesmo adotando medidas dentro de suas competências, o problema ultrapassa os limites do município. “Não podemos continuar pagando com a saúde da nossa população por queimadas que não provocamos. Manaus pede socorro”, afirmou em nota.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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