Além disso, O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta sexta-feira (30), que sua fuga para os Estados Unidos após perder o segundo turno “não é sinal de fraqueza”. Além disso, ele voltou a insinuar fraude no resultado do pleito sem apresentar provas e falou em haver “novas eleições” antes de 2030.
Dessa forma, dois dias após divulgar uma carta com teor golpista e de ser isolado pelas principais lideranças da própria direita, Flávio fez uma transmissão ao vivo no Instagram por cerca de 20 minutos, no que foi sua primeira fala a apoiadores desde que fugiu do país, na terça-feira (27). Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Flávio Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.
Ele relatou ter tomado a decisão de ir embora do Brasil em uma conversa com sua esposa, Fernanda Bolsonaro, poupando aliados de envolvimento na organização da fuga. Com isso, repetiu uma narrativa golpista semelhante à de seu pai, Jair Bolsonaro, em 2022, falando em desconfiança no sistema eleitoral, mas agradeceu aos apoiadores pelos cerca de 60 milhões de votos. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Flávio Bolsonaro nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Flávio Bolsonaro
“Isso me dá muita força, muita consciência, ainda mais coragem para enfrentar o que tiver que enfrentar, se preciso for, para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da República. Nesse sentido, eu não estou falando de 2030, não, eu estou falando de antes disso”, disse.
O senador anunciou, na segunda (26), que entraria com uma ação eleitoral por abuso de poder político e econômico, acusando o presidente Lula (PT) de ter usado a máquina pública para ganhar a eleição.
Na live desta sexta, ele disse que Lula fez “gols de mão” e mencionou governadores cassados sob a mesma acusação de uso da máquina. “Foram vários gols de mão que o meu adversário fez e que não foram anulados pelo VAR. Jogou completamente fora da legislação eleitoral”, completou.
Principais pontos e impactos da decisão
Caso a Justiça Eleitoral entenda que houve abuso de poder e casse a chapa eleita num período de menos de dois anos após o último pleito, o país passaria por um nova eleição direta para a Presidência, conforme determina a lei.
Ao mesmo tempo em que sinaliza este tipo de ação, porém, Flávio manteve discurso, sem apresentar nenhum indício, de que teria havido fraude eleitoral —tese que seus advogados já tinham o aconselhado a descartar. Ele repetiu que não concorda com a proclamação do resultado da eleição pelo TSE e, sem provas, declarou que seria “matematicamente impossível” o que ocorreu no pleito.
O candidato do PL saiu na frente no primeiro turno, mas, em uma virada histórica, Lula ganhou 10 milhões de votos e bateu o bolsonarista, obtendo 51,79% dos votos válidos no segundo turno, contra 48,21% do senador.
Flávio também falou em queda do governo Lula e fez referência à ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “Se ele fizer aquilo que ele prometeu, o Brasil vai quebrar ainda mais rápido. Então infelizmente o Brasil está fadado a quebrar. Eu acho que esse é um dos fatores que vai acabar derrubando o atual presidente da República, muito antes do que muita gente imagina”, disse.
Em reação a Flávio dizer que vai disputar a próxima eleição presidencial, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, publicou um texto exaltando o governador Tarcísio de Freitas. “O ego não pode falar mais alto que o bom senso. O governador Tarcísio é uma grande liderança e já comprovou que é leal ao ex-presidente Bolsonaro”, disse.
Flávio Bolsonaro também afirmou que decidiu deixar o país depois de ir visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, em Brasília, e ser intimado no local por agentes da Polícia Federal que o informaram sobre o cancelamento de seus passaportes por ordem do STF.
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