Além disso, O senador Flávio Bolsonaro protocolou uma notícia-crime perante a Justiça Eleitoral contra Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF). Dessa forma, A peça acusa Rodrigues de mobilizar a estrutura da corporação em benefício eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT).
Com isso, A fundamentação jurídica escolhida pela defesa do senador recai sobre os artigos 346 e 377 do Código Eleitoral, dispositivos que vedam a utilização da máquina pública em proveito de candidatos.
Nesse sentido, O ponto central da controvérsia é uma coletiva de imprensa convocada por Andrei Rodrigues no dia do primeiro turno das eleições. Na ocasião, o diretor-geral anunciou a instauração de um procedimento preliminar destinado a investigar suposta interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. Três dias depois, o mesmo procedimento foi arquivado sem maiores desdobramentos.
De acordo com a defesa de Flávio Bolsonaro, tornar pública a investigação exatamente na data da votação contribuiu para consolidar uma narrativa prejudicial ao candidato do Partido Liberal (PL). Para os advogados, o momento escolhido para o anúncio foi deliberado.
O contexto: reportagem e reação da AGU
O caso remonta a 30/09, quando o jornal britânico The Guardian veiculou uma reportagem acerca de um possível repasse de US$ 1 milhão a um programa chamado “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”. A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que o aporte mencionado na matéria não havia se concretizado, permanecendo apenas em tratativas.
No dia 01/10, Jorge Messias, advogado-geral da União, manifestou-se nas redes sociais sobre o assunto, externando preocupação com a hipótese de recursos estrangeiros financiarem agendas conservadoras e de extrema direita. Horas mais tarde, a Advocacia-Geral da União (AGU) remeteu notícias-crime tanto à Procuradoria-Geral da PGR quanto à própria PF.
A defesa do senador, contudo, questiona a consistência desse material. Conforme sustenta, as peças encaminhadas pela AGU eram omissas quanto ao crime em tese praticado, aos eventuais responsáveis e aos destinatários dos valores.
O que a defesa pede
Além de registrar a queixa, a defesa de Flávio Bolsonaro fez dois pedidos à Justiça Eleitoral. O primeiro é que qualquer investigação sobre o caso seja conduzida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) ou ao menos sob sua supervisão, e não pela PF, instituição chefiada pelo próprio acusado. O segundo é o acesso à gravação completa da entrevista coletiva realizada no dia 04/10.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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