Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Ex-gerente do Bola 7 e Simprão, garçom morre aos 47 anos após complicações de acidente em Goiânia

Ex-gerente do Bola 7 e Simprão, garçom morre aos 47 anos após complicações de acidente em Goiânia

Sobre o tema envolvendo Ex, além disso, O garçom e entregador de peças automotivas Ademir Ribeiro dos Santos morreu no domingo (1º), aos 47 anos, vítima de tromboembolismo pulmonar, complicação decorrente de um acidente de moto sofrido em outubro. Dessa forma, natural de Edéia, no interior de Goiás, ele morava em Aparecida de Goiânia com a esposa e os três filhos. Com isso, A morte foi lamentada por familiares, amigos e colegas de trabalho, que destacaram a alegria, a honestidade e a disposição de Ademir para ajudar as pessoas.

Nesse sentido, ademir começou a trabalhar como garçom aos 13 anos e construiu uma trajetória em bares e casas noturnas de Goiânia, como o Bola 7 e o Simprão, onde chegou a ocupar cargos de gerência. Portanto, após o fechamento do Bola 7, passou pela rede de panificadoras Della e, posteriormente, assumiu a gerência do Simprão. Em seguida, mais recentemente, trabalhava como entregador em lojas de peças automotivas e, aos finais de semana, atuava como garçom em eventos.

De acordo com as apurações, segundo a companheira, Flavya de Sousa Guarda, com quem estava havia quase seis anos, ele gostava da profissão e era dedicado ao trabalho.

Contexto e detalhes sobre Ex

Começou cedo a se virar sozinho. Era uma pessoa muito justa com suas coisas. O nível de honestidade que ele tinha e a dedicação com o serviço eram impressionantes. Seu amor ficará para sempre em nossos corações

Acidente de moto em outubro e complicações

Por outro lado, ademir sofreu um acidente de moto em outubro, em Goiânia. Vale destacar que segundo Flavya, a motocicleta derrapou na parte traseira, e ele tentou apoiar o pé no chão para evitar a queda. Sendo assim, O joelho ficou muito inchado, e ele pediu que a companheira fosse buscá-lo.

Além disso, após o acidente, o casal passou dias tentando conseguir uma cirurgia. Dessa forma, ademir precisou passar por procedimentos para estabilizar as fraturas, com a colocação de estruturas metálicas nas coxas e na canela. Com isso, depois, recebeu orientações para permanecer em repouso em casa por 15 dias.

Nesse sentido, de acordo com Flavya, ele recebeu medicamentos para um período de dez dias e deveria retornar ao hospital no dia 22, quando seria reavaliado para a cirurgia. No entanto, durante a avaliação, a equipe médica identificou que a glicemia de Ademir estava elevada. Portanto, ele tinha diabetes tipo 2 e, segundo a companheira, a cirurgia não foi realizada em razão da alteração.

Em seguida, flavya relata que Ademir permaneceu sem os medicamentos após ser liberado. Ela também afirma que, quando foram realizados os procedimentos nas coxas, a glicemia já estava alta.

O casal estava em casa no domingo (1º) quando Ademir começou a passar mal. Com a ajuda dos vizinhos, Flavya levou o companheiro até a UPA Buriti Sereno, em Aparecida de Goiânia. Ao Mais Goiás, a esposa contou que os médicos explicaram que o garçom, que chegou desacordado, havia falecido no trajeto até a unidade de saúde e que, apesar dos esforços, não foi possível reanimá-lo.

A causa da morte foi tromboembolismo pulmonar, que ocorre quando um coágulo obstrui uma artéria pulmonar, comprometendo a circulação sanguínea.

Líder rigoroso e amigo leal

O garçom Rafael Castro conheceu Ademir quando começou a trabalhar no Bola 7, em Goiânia. Maranhense, Rafael havia chegado à capital em 2009 e procurava emprego quando soube que o bar precisava de garçons. Ele passou pela entrevista com Ademir, então gerente-geral do estabelecimento, e permaneceu na equipe por cerca de sete a oito anos, até o fechamento da casa.

Durante esse período, os dois trabalharam juntos seis dias por semana. Rafael conta que Ademir era um líder rigoroso, que cobrava resultados e não tolerava desonestidade, mas também se preocupava com a vida dos funcionários. Segundo ele, o gerente ensinava a equipe a oferecer um atendimento de excelência e tinha facilidade para resolver conflitos com clientes e colaboradores. Fora do expediente, porém, a postura séria dava lugar a um homem alegre, que gostava de contar piadas e rir com os amigos.

Era um cara muito inteligente, nada passava despercebido. Tinha uma voz calma, porém firme. Era muito honesto e exigia isso de todos. Mas, quando acabava o expediente, o semblante sério e imponente do líder dava lugar a um cara alegre, com um sorriso inocente e verdadeiro

O amigo também destaca a preocupação de Ademir com funcionários que enfrentavam problemas pessoais. Durante os anos em que trabalharam juntos, Rafael conta que o gerente aconselhava colegas que enfrentavam dificuldades com o uso de drogas e chegou a se oferecer para conseguir tratamento de reabilitação sem custo para aqueles que precisavam.

Quando a empresa não podia adiantar o salário de algum funcionário, Ademir, segundo Rafael, tirava do próprio bolso para ajudar quem precisava, sem expor ou constranger ninguém. “Ele gostava de gente, acreditava no ser humano. No fim, tinha um coração mole. Ajudou centenas de pessoas nesse período todo”, afirma.

Após o fechamento do Bola 7, Ademir passou pela rede de panificadoras Della e, posteriormente, assumiu a gerência do Simprão. Rafael também integrou a equipe do bar e conviveu com o amigo por mais dois anos e oito meses.

Mesmo depois de deixar o estabelecimento, em 2019, os dois mantiveram contato. Em 2025, Ademir procurou Rafael após sair do Simprão e contou que precisava voltar a trabalhar enquanto seus projetos pessoais não davam retorno financeiro.

Na época, Rafael trabalhava como garçom na boate Azzure Club e precisava de um cumim, função de auxiliar de garçom. Apesar da experiência em cargos de liderança, Ademir aceitou a oportunidade. “Ele não tinha ego inflado. Tinha quase 20 anos de experiência como gerente, salários bons, mas não se importava com a função. Só queria trabalhar”, conta Rafael.

Segundo o amigo, Ademir desempenhou o trabalho com excelência e ajudou a aumentar as comissões da equipe. “Vendedor nato”, define Rafael. Em maio de 2025, Rafael conseguiu incluir Ademir na equipe de eventos de Viana e Fabinho. Ele passou a trabalhar em festas em Goiás e em outros estados.

Até a morte do amigo, os dois conversavam sobre os eventos, os ganhos financeiros e as histórias vivenciadas durante o trabalho.

Amigos e colegas lamentam morte

Um dos amigos de Ademir, Max Siqueira, contou que o conheceu durante o trabalho em uma boate. Ele também relembrou viagens que fez ao lado do amigo e da companheira dele. Max definiu Ademir como “um cara excepcional”.

Em uma homenagem publicada nas redes sociais, colegas do Viana Eventos destacaram a importância de Ademir para a equipe e a presença marcante dele nas festas.

Ele não era só o nosso garçom preferido ou um dos maiores vendedores do Viana Eventos, mas também a alma de cada festa, o sorriso que a gente sempre procurava no meio da correria. A falta que ele vai fazer é imensa e a dor é profunda. Descanse em paz, meu amigo

O velório e o sepultamento foram realizados em Aragoiânia.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás