Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
1º senador gay

EUA elegem primeiro homem assumidamente gay para o Senado em votação de meio de mandato

EUA elegem primeiro homem assumidamente gay para o Senado em votação de meio de mandato

Além disso, os Estados Unidos elegeram nesta terça-feira (3) o primeiro homem assumidamente gay para o Senado. Dessa forma, O democrata Chris Pappas, de 46 anos, derrotou o republicano John E. Com isso, sununu na disputa por uma das cadeiras de New Hampshire, durante as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. Nesse sentido, A vitória foi confirmada pela agência Associated Press (AP).

Portanto, pappas ocupará a vaga da senadora democrata Jeanne Shaheen, que decidiu não disputar a reeleição. Em seguida, com o resultado, o Partido Democrata mantém a cadeira que já ocupava no estado. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a homem assumidamente continuam sendo acompanhados com atenção.

De acordo com as apurações, A eleição representa um marco na representação LGBTQIA+ no Congresso americano, mas Pappas não será o primeiro parlamentar assumidamente homossexual no Senado. Por outro lado, esse posto pertence à democrata Tammy Baldwin, de Wisconsin, eleita em 2012. Vale destacar que pappas será o primeiro homem gay eleito para a Casa. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de homem assumidamente nos últimos dias.

Homem assumidamente: Quem é Chris Pappas?

Sendo assim, nascido em Manchester, maior cidade de New Hampshire, Pappas é deputado federal desde 2019. Além disso, antes de chegar ao Congresso, ocupou cargos na política estadual, incluindo o Conselho Executivo de New Hampshire.

Dessa forma, descendente de imigrantes gregos e formado pela Universidade Harvard, também trabalhou no restaurante de sua família, o Puritan Backroom, em Manchester.

Com isso, pappas foi o primeiro político assumidamente gay eleito para representar New Hampshire no Congresso americano. Ele vive com o marido, Vann Bentley.

Na Câmara dos Representantes, atuou em comissões ligadas a transportes, infraestrutura e assuntos de veteranos das Forças Armadas. Também participou de iniciativas legislativas relacionadas à proteção de direitos LGBTQIA+.

Disputa contra ex-senador republicano

O adversário derrotado, John E. Sununu, de 62 anos, já havia representado New Hampshire no Senado entre 2003 e 2009. Ele perdeu a tentativa de reeleição em 2008 justamente para Jeanne Shaheen, cuja vaga voltou a disputar neste ano.

Sununu também foi deputado federal e pertence a uma família com longa trajetória política no estado. Seu pai, John H. Sununu, e seu irmão, Chris Sununu, foram governadores de New Hampshire.

Durante a campanha, Pappas procurou associar o adversário ao presidente Donald Trump e defendeu medidas para reduzir o custo de vida. Sununu, por sua vez, criticou a atuação do democrata no Congresso e apresentou sua experiência política como argumento para retornar ao Senado.

A disputa recebeu investimentos elevados dos partidos e de grupos políticos externos, por envolver uma cadeira considerada importante para a composição do Senado.

Vitória ocorre nas eleições de meio de mandato

Os americanos foram às urnas nesta terça-feira para renovar a totalidade das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço das 100 vagas do Senado.

As eleições de meio de mandato ocorrem dois anos depois da escolha do presidente e não incluem uma nova disputa pela Casa Branca. O mandato presidencial de Donald Trump, iniciado em janeiro de 2025, continua até janeiro de 2029.

O resultado das midterms determina a composição do Congresso para os dois anos seguintes e pode alterar a capacidade do governo de aprovar projetos de lei, medidas orçamentárias e nomeações que dependem do Senado.

Antes da votação, os republicanos detinham a maioria nas duas Casas do Congresso. Os democratas buscavam recuperar o controle legislativo.

A vitória de Pappas preserva uma cadeira democrata, mas, isoladamente, não representa uma mudança na distribuição de vagas entre os partidos.

Mulheres LGBTQIA+ já haviam sido eleitas ao Senado

Embora seja o primeiro homem assumidamente gay eleito senador, Pappas não inaugura a presença de parlamentares LGBTQIA+ na Casa.

Em 2012, Tammy Baldwin tornou-se a primeira pessoa assumidamente homossexual eleita para o Senado americano. A democrata de Wisconsin conquistou novos mandatos em 2018 e 2024.

O Senado também teve a participação de Kyrsten Sinema, do Arizona, primeira senadora assumidamente bissexual, e de Laphonza Butler, da Califórnia, primeira mulher negra assumidamente lésbica a ocupar uma cadeira na Casa. Butler foi nomeada para o cargo em 2023.

Com a eleição de Pappas, a representação LGBTQIA+ no Senado passa a incluir, pela primeira vez, um homem abertamente gay escolhido pelo voto popular.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás