Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
bioplástico

Estudantes de Luziânia usam jatobá do Cerrado para produzir bioplástico e investigar ação contra larvas da dengue

Estudantes de Luziânia usam jatobá do Cerrado para produzir bioplástico e investigar ação contra larvas da dengue

Sobre o tema envolvendo Estudantes de Luziânia, além disso, três estudantes do Colégio Estadual em Tempo Integral (Cepi) Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, desenvolvem um bioplástico a partir do jatobá, fruto típico do Cerrado, e investigam se substâncias presentes na casca podem ajudar no combate às larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Dessa forma, O projeto é conduzido por Ana Luiza Mendes Barfknecht, de 18 anos, Letícia Araujo, também de 18, e Isadora Rodrigues Rapatoni, de 17.

Com isso, O bioplástico é um material produzido a partir de matérias-primas de origem biológica e estudado como alternativa aos plásticos convencionais, geralmente derivados do petróleo. Nesse sentido, A pesquisa começou em 2024, durante uma eletiva de Biotecnologia, sob orientação da professora de Biologia Gabrielle Rosa Silva, de 30 anos, doutora na área.

Portanto, A preocupação com o descarte inadequado de resíduos foi um dos pontos de partida para a pesquisa. Segundo Ana Luiza, a equipe percebeu a quantidade de lixo descartada incorretamente tanto no ambiente escolar quanto nas ruas.

Contexto e detalhes sobre Estudantes de Luziânia

Antes de chegar ao jatobá, as estudantes fizeram as primeiras experiências com amido e gelatina. De acordo com Ana Luiza, os materiais permitiram produzir um bioplástico resistente, mas o grupo queria inovar e buscar uma alternativa que aproveitasse uma matéria-prima regional e tornasse o projeto mais sustentável.

Para produzir o bioplástico com jatobá, as estudantes quebram o fruto, cuja estrutura é rígida, e separam seus componentes. A partir das sementes, extraem amido e fibras, que são fervidos em água. Depois, a mistura passa por filtragem e decantação, e os sólidos são levados ao forno para secagem. O pó obtido é utilizado na formulação do material.

O processo exigiu várias tentativas até que o bioplástico apresentasse uma consistência adequada. Nas primeiras experiências com o jatobá, o material ficava quebradiço ou era difícil de retirar do molde. Ao todo, foram sete formulações até o grupo chegar a um resultado considerado consistente.

Principais pontos e impactos da decisão

Além de desenvolver o bioplástico, as estudantes investigam como ele se comporta em diferentes condições ambientais. Para isso, mantêm amostras em ambientes distintos, incluindo o laboratório e locais com contato com o solo e a umidade. Nos testes realizados até agora, foram observados sinais de degradação após cerca de dois meses.

Outra frente da pesquisa busca verificar se substâncias presentes na casca do jatobá podem ser utilizadas no combate às larvas do Aedes aegypti. Segundo Ana Luiza, o grupo já realizou experimentos com as larvas e obteve resultados positivos nos testes iniciais, comparando o efeito com o da água sanitária.

O desenvolvimento do projeto, no entanto, enfrenta limitações de infraestrutura e falta de financiamento. O laboratório da escola não dispõe de todos os equipamentos necessários para análises mais complexas, exigindo esforço manual e parcerias futuras com universidades para que a pesquisa possa avançar.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás