Além disso, O ex-lateral Daniel Alves teve uma fazenda de 64,4 hectares localizada em Juazeiro (BA), sua cidade natal, penhorada pela Justiça. Dessa forma, A medida foi motivada por uma dívida de R$ 7,7 milhões relativa ao período em que o jogador atuava pelo São Paulo.
Com isso, A propriedade foi alvo de decisão de arresto publicada na última quarta-feira (21/10) pelo juiz Miguel Ferrari Junior, da 43ª Vara Cível de São Paulo. Nesse sentido, A medida também alcança 50% de outro imóvel do jogador na mesma cidade.
Portanto, além da propriedade rural, uma Porsche 911 Carrera 2021 registrado no nome do ex-jogador já havia sido objeto de bloqueio judicial anteriormente determinado. Em seguida, O carro acumulava ainda outra restrição judicial, oriunda de um processo que corre em segredo de Justiça.
Relação com o São Paulo
De acordo com as apurações, O crédito é cobrado pelo GAD Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (GAD), que adquiriu direitos decorrentes do contrato de rescisão firmado entre Daniel Alves e o São Paulo Futebol Clube.
Conforme o GAD, o contrato foi assinado em 16 de setembro de 2021 e estabelecia o pagamento de R$ 22,8 milhões ao ex-jogador, em 60 parcelas no valor de R$ 380,6 mil cada uma.
Depois de o São Paulo quitar oito parcelas, Daniel Alves cedeu ao GAD as parcelas restantes do contrato, em 02 de setembro de 2022. Pelo acordo de cessão, o fundo pagou ao ex-jogador R$ 11,5 milhões. O valor de face das parcelas cedidas era de R$ 19,8 milhões, a serem quitadas pelo clube em 52 parcelas.
Dinorah, ex-mulher e procuradora de Daniel Alves, declarou não ter conhecimento do acordo firmado com o fundo, razão pela qual interrompeu os pagamentos. O caso foi levado à Justiça em outubro do ano passado.
O caso na Espanha
O arresto ocorre em meio a um período de grande turbulência na trajetória pessoal do ex-atleta. Preso preventivamente na Espanha a partir de 2023, Daniel Alves aguardou julgamento por acusação de estupro, acusações que sempre negou. Em fevereiro de 2024, recebeu sentença de quatro anos e meio de prisão.
Em 25 de março de 2024, obteve liberdade provisória mediante pagamento de fiança de 1 milhão de euros, equivalente a R$ 5,4 milhões à época. Posteriormente, por unanimidade e por insuficiência de provas, o Tribunal de Justiça da Catalunha o absolveu em março passado. O Tribunal Superior de Justiça da Catalunha entendeu que o depoimento da acusadora não era suficiente para manter a condenação.
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