Além disso, navi Pillay, jurista sul-africana de 85 anos, foi a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, conforme anúncio feito nesta sexta-feira (09/10) pelo Comitê Norueguês do Nobel. Dessa forma, ao comentar a conquista, ela brincou sobre a possibilidade de compartilhar a distinção com Donald Trump, que, dois dias antes, havia declarado publicamente merecer o Nobel por ter evitado, segundo ele, a destruição total do mundo.
“Talvez dividiria o prêmio com Trump”, disse Pillay, em tom de brincadeira. Ela acrescentou: “como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade”. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Navi Pillay continuam sendo acompanhados com atenção.
Com isso, pillay também falou sobre sua trajetória recente: “Acho muito apropriado estar aqui com amigos e colegas, pessoas que apoiam os direitos humanos. Nesse sentido, A última coisa que fiz foi apresentar o relatório sobre Gaza, no qual afirmamos que o que está acontecendo lá é genocídio. Portanto, uma das principais reações a esse trabalho foi o reconhecimento da minha coragem. Em seguida, E vocês podem imaginar o quanto fiquei surpresa. De acordo com as apurações, por que seria preciso coragem para dizer a verdade? Por outro lado, você interpreta a lei, analisa todos os fatos. Vale destacar que É uma tomada de decisão imparcial”, destacou Navi Pillay.
Navi Pillay: Uma vida dedicada aos direitos humanos
Natural de 1941, nascida na província de Natal, na África do Sul, Pillay construiu uma trajetória de resistência. Foi ela quem, em 1967, inaugurou um escritório de advocacia naquela província como a primeira mulher a fazê-lo. Nos anos do apartheid, sistema de segregação racial vigente oficialmente no país de 1948 até os primeiros anos da década de 1990, sua atuação incluiu a defesa de ativistas opositores ao regime e a denúncia de torturas.
Nelson Mandela, um dos maiores símbolos da resistência ao apartheid, figurou entre seus clientes. Ele permaneceu encarcerado por 27 anos, sendo solto em 1990. Em 1993, três anos após sua libertação, Mandela e Frederik de Klerk receberam juntos o Nobel da Paz pelo papel que desempenharam no encerramento pacífico do regime.
Em 1995, Pillay assumiu uma cadeira como juíza no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, instituição que presidiu entre 1999 e 2003. Ao deixar a presidência, passou a compor o Tribunal Penal Internacional. Entre 2008 e 2014, ocupou a função de alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
“Neste momento, continuo atuando como juíza ad hoc no caso movido pela Gâmbia contra Mianmar. Todo mundo me pergunta quando vou parar, quando vou encerrar meu trabalho. Acabei de completar 85 anos no mês passado. É claro que não posso simplesmente interromper meu trabalho em apoio à Academia dos Princípios de Nuremberg, enquanto ainda tiver condições de contribuir”, afirmou Pillay.
Gaza e a palavra genocídio
Mais recentemente, Pillay presidiu a comissão de investigação da ONU sobre os territórios palestinos ocupados. Em 2025, a comissão divulgou relatório concluindo que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza. O governo israelense rejeitou as conclusões.
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