Sobre o tema envolvendo Eleitor latino, além disso, eleitores de origem latina nos Estados Unidos transferiram em peso seus votos para os democratas nas midterms desta terça-feira (3), desinflando o histórico apoio que deram aos republicanos na eleição de dois anos atrás e alçando uma bandeira de insatisfação.
Dessa forma, nacionalmente, os democratas arremataram 69% dos votos do eleitor latino para a Câmara de Deputados, aumento de 28 pontos em relação a 2024, segundo as projeções do jornal The New York Times. Com isso, todos os grupos raciais, sem exceção, aumentaram seu apoio aos democratas. Nesse sentido, nenhum deles de maneira tão expressiva como os latinos.
Demograficamente, além deles, foram os adultos jovens, entre 18 e 29 anos, a parcela que mais migrou votos para os democratas: mais 32 pontos percentuais em relação ao que ocorreu há dois anos. Portanto, quanto mais velho o eleitorado, mais votos têm os republicanos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Eleitor latino continuam sendo acompanhados com atenção.
Contexto e detalhes sobre Eleitor latino
Em seguida, em 2024, o presidente Donald Trump obteve uma virada no chamado voto latino, que historicamente vota mais pelos democratas, e conseguiu o maior apoio no segmento em quase 50 anos. De acordo com as apurações, mas uma ampla gama de pesquisas de intenção de voto já sinalizava que isso tendia a mudar. O Partido Republicano também o sabia, ainda que insistisse que a mudança não seria tão expressiva. Por outro lado, O foi. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Eleitor latino nos últimos dias.
Essa migração dos votos, que segue sendo calculada à medida que mais dados da votação se tornam públicos, é ainda mais expressiva em estados que se tornaram emblemáticos nestas eleições. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Eleitor latino devem surgir em breve.
No Texas, o segundo estado americano com maior população latina, atrás da Califórnia, 70% desse eleitorado apoiou os democratas na corrida para o Senado, aumento de 32 pontos percentuais em relação a 2024.
Principais pontos e impactos da decisão
Foi o estado que elegeu James Talarico, um educador e seminarista que não tem origem latina, mas já lecionou para jovens latinos, fala espanhol e é próximo da comunidade. Ele se tornou o primeiro democrata eleito pelo estado para o Senado em quase 40 anos.
No Kansas, outro exemplo: 75% dos latinos apoiaram os democratas para o Senado, aumento de 40 pontos. Ali foi eleito o pastor Adam Hamilton, em uma vitória talvez até mais expressiva que a de Talarico. Hamilton é o primeiro democrata eleito para o Senado pelo Kansas desde 1932.
Na Flórida, mais um. O terceiro estado com maior população latina nos EUA, onde está concentrada a ampla, poderosa e conservadora diáspora cubana, muito próxima ao governo de Trump, viu 53% dos votos latinos irem para os democratas, aumento de 20 pontos na comparação com 2024. Ali, porém, uma republicana, Ashley Moody, foi eleita para o Senado.
O que dizem as partes envolvidas
Os latinos representam ao redor de 16% do eleitorado americano. Não significa que todos saíram para votar, dado que o voto no país não é obrigatório. Neste ano, 4 milhões de novos eleitores latinos estariam aptos a votar, dado que completaram 18 anos.
O Pew Research Center, um dos institutos de pesquisa demográfica no país, estima que haja 39 milhões de latinos aptos a votar. Em torno de 25% deles são imigrantes que nasceram em países latinos e conseguiram cidadania americana. Os outros 75% são filhos de latinos que já nasceram nos EUA.
Ainda que a associação mais óbvia seja pensar que essa parcela se distanciou dos republicanos devido às ações de Trump na área da migração, com prisões em massa e deportações de imigrantes latinos para seus países de origem e, às vezes, para países nos quais nunca estiveram em suas vidas, isso não está totalmente claro.
A economia era o mal apontado por eles para reduzir seu apoio aos republicanos quando perguntados na véspera das eleições pelo Pew Research. Já a Atlas Intel conduziu pesquisa na qual foram justamente as ações migratórias as maiores preocupações mencionadas pelos latinos.
A virada do segmento aparece nos casos mais locais a serem observados. A republicana María Elvira Salazar é talvez a deputada de origem latina mais conhecida do país. Filha de cubanos, cresceu em Miami, na Flórida, na chamada Calle 8, o maior símbolo cubano da região. Se antes conquistava vitórias com margens menos arriscadas, como com seus 57% de votos em 2022, agora o jogo quase virou.
Salazar se reelegeu por meros mil votos a mais, com uma diferença menor do que 1 ponto em relação a seu concorrente democrata. No discurso de vitória, disse ter entendido a mensagem: “É preciso parar e pensar”, afirmou, rodeada de apoiadores. “Os eleitores falaram com muita força, disseram ao meu partido, o Partido Republicano, que é preciso mudar o curso em tema de economia e migração.”
Os brasileiros não estão inclusos no grupo de latinos. Ainda que o Brasil seja parte da América Latina, o Censo americano historicamente considera que latinos são aqueles cuja língua materna é o espanhol. Assim, até espanhóis são tratados como latinos (ou hispânicos, dado que no país os dois termos são usados quase sem distinção); os brasileiros, não.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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