Sobre o tema envolvendo falso que vídeo, além disso, A afirmação de que uma mulher foi filmada consumindo drogas durante uma manifestação de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Avenida Paulista é falsa. A alegação passou a ser disseminada no Brasil e ganhou força após ser publicada no perfil de Flávio Bolsonaro no Instagram e em seu canal no WhatsApp.
O conteúdo, gravado pelo deputado federal eleito Rony Gabriel (Podemos-RS), associa as imagens da mulher ao evento do PT ocorrido na Avenida Paulista. A gravação, porém, já circulava na internet antes da manifestação, o que contradiz a versão de que teria sido feita durante o ato em favor de Lula.
O TMC PROVA verificou que o episódio ilustra uma técnica de desinformação: a utilização de um vídeo descontextualizado para sustentar uma acusação sem comprovação.
Falso que vídeo: A prova cronológica: o vídeo é anterior à marcha
A linha do tempo dos fatos demonstra que a gravação já circulava na internet um dia antes da manifestação na Avenida Paulista, o que contradiz a alegação de que as imagens teriam sido feitas durante o ato.
A primeira postagem identificada ocorreu em 10 de outubro, às 16h18, quando uma conta argentina (@multapor100) publicou o vídeo da mulher em uma rede social. Não é possível precisar, porém, se a gravação foi feita na Argentina.
Três países, três narrativas falsas
O rastreamento das imagens evidencia a reutilização do mesmo vídeo para disseminar acusações políticas diferentes. A tática consiste em descontextualizar imagens, atribuir vínculos políticos sem provas e provocar indignação.
O material foi utilizado em três frentes para desacreditar oponentes políticos:
- Argentina: uma postagem em 10 de outubro associou o vídeo a pautas e jargões políticos locais.
- Chile: em 11 de outubro, às 14h32, outra conta utilizou as mesmas imagens para acusar a mulher de ser militante da Frente Ampla. O perfil afirmou que ela participava de uma marcha pela Palestina e chegou a atribuir-lhe uma identidade sem apresentar provas.
- Brasil: na noite de 11 de outubro, às 21h, uma conta brasileira divulgou a gravação com um carimbo do PT, afirmando que o vídeo havia sido feito na Avenida Paulista. A partir daí, milhares de eleitores pró-Bolsonaro compartilharam a alegação.
Ainda é necessário investigar se o caso representa publicações isoladas ou uma estratégia coordenada de desinformação para influenciar votações.
O que se sabe é que o vídeo foi utilizado para sustentar uma acusação relacionada a uma manifestação política no Brasil, embora a gravação já circulasse antes do evento. A atribuição de fatos sem comprovação pode distorcer a percepção dos eleitores.
Veredito: falso
A acusação de que o vídeo foi gravado durante a manifestação pró-Lula na Avenida Paulista recebe do TMC PROVA o selo de “falso”.
Além disso, não é possível afirmar categoricamente que a mulher usava drogas nas imagens. Ela aparentemente aspira uma substância, mas não há confirmação independente sobre a composição do material.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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