Sobre o tema envolvendo peão ao algoritmo, além disso, cada vez mais presente no mercado empresarial, o uso de Inteligência Artificial (IA) também chegou ao agronegócio, especialmente aos confinamentos bovinos. Dessa forma, considerada uma inovação no ramo, a IA tem sido usada na automação do trato de bovinos, ajudando pecuaristas a controlar custos, reduzir desperdícios e melhorar o desempenho dos animais. Com isso, A tecnologia, conforme o veterinário Henrique Lemes, monitora desde a preparação da ração até a distribuição da alimentação nos currais, identificando desvios e gerando relatórios que auxiliam na tomada de decisões.
Nesse sentido, O uso dessa tecnologia, já comum em países como Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, busca resolver um dos principais desafios da atividade: garantir que cada lote de animais receba a quantidade exata de alimento prevista no planejamento nutricional. Como a alimentação representa uma parcela expressiva dos custos do confinamento, erros na preparação ou na distribuição da ração podem comprometer a rentabilidade do negócio. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a peão ao algoritmo continuam sendo acompanhados com atenção.
“O boi não pode comer nem muito nem pouco. Se como muito, pode estar havendo desperdício dentro da parte da indústria que faz a ração, no trajeto, no cocho. Outra coisa é o animal estar comendo demais, o que pode provocar uma acidose ruminal. Ele vai estar comenda, gastando e não ganhando peso”
O sistema automatiza etapas que antes dependiam de anotações manuais e planilhas. Com equipamentos de pesagem, sensores e identificadores eletrônicos, é possível acompanhar a quantidade de cada ingrediente utilizado na preparação da dieta e verificar se o volume distribuído aos animais corresponde ao que foi planejado.
Contexto e detalhes sobre peão ao algoritmo
Na prática, de acordo com o veterinário, a tecnologia monitora o carregamento dos caminhões responsáveis pelo trato. Se a quantidade de milho, silagem, farelo de soja ou núcleo mineral estiver diferente da prevista, o sistema registra a divergência e permite que a equipe responsável identifique o problema. O acompanhamento também ocorre durante a distribuição da comida nos currais, onde cada lote recebe uma quantidade específica de alimento, conforme o planejamento nutricional e o horário estabelecido.
“Não é substituir o trabalho do ‘peão’, mas a gente reduz os erros de informação que ele gera. Só existe na Nova Zelândia e na Austrália um confinamento totalmente automático, mas ainda está em fase de teste”
Medidas corretivas
A inteligência artificial, de acordo com Henrique, pode indicar, por exemplo, que 80% dos lotes receberam a quantidade correta de comida, enquanto 10% consumiram mais do que o planejado e outros 10% ficaram abaixo da meta. A partir dessas informações, a IA também sugere possíveis fatores associados aos desvios, como mudanças climáticas, calor ou chuva, que precisam ser verificados pela equipe responsável.
Embora a automação já esteja presente em grandes confinamentos, a redução dos custos dos equipamentos tem permitido ampliar o acesso à tecnologia. Segundo o veterinário, a adoção desse tipo de solução começou a ganhar espaço entre grandes operações há cerca de cinco anos, mas agora há condições de atender também produtores médios e pequenos.
O investimento varia conforme a estrutura da propriedade, o número de animais e a quantidade de equipamentos utilizados. A automação de cada estrutura de pesagem pode custar entre R$ 50 mil e R$ 80 mil, dependendo do equipamento. Já a implantação nos currais exige investimentos adicionais em identificadores eletrônicos, sensores e infraestrutura, de acordo com as dimensões da operação.
“As margens do confinamento são muito estreitas, não pode ter erro. A gente pensou em uma forma de automatizar toda essa controladoria, já que antigamente o pessoal pegava um papel, anotava. Era muito demorado, e era um serviço muito grande. O boi come todo dia, e ficava um negócio muito oneroso, muito demorado, e com muitas falhas, a partir disso, com esse volume de animais, que vem crescendo na parte de confinamento de uns 10, 15 anos para cá, permitiu a gente desenvolver esse tipo de tecnologia”
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