Sobre o tema envolvendo Disputa entre Lula, além disso, O 12/10, Dia de Nossa Senhora Aparecida, transcendeu seu significado religioso no calendário eleitoral do país. Dessa forma, tanto em 2022 quanto em 2026, a figura da padroeira nacional foi arrastada para o centro de controvérsias políticas, marcadas por desinformação, batalhas judiciais e tensão diante da basílica.
Com isso, A data concentra um público de milhões de fiéis católicos. Nesse sentido, nas eleições presidenciais, ela passou a ser também um momento de disputa simbólica entre candidatos.
Portanto, nas redes sociais, ganhou força um boato segundo o qual Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), teria planos de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Em seguida, A desinformação foi vinculada a uma proposta legislativa de 2007, de autoria do então deputado Victorio Galli. De acordo com as apurações, O projeto buscava limitar o reconhecimento da santa como padroeira exclusivamente aos católicos apostólicos romanos. Por outro lado, A proposta foi arquivada pelo Congresso Nacional em 2008.
Vale destacar que flávio negou as acusações e classificou a informação como falsa. A equipe de sua campanha recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de retirada das postagens que associavam seu nome ao boato. A disputa judicial escalou até o Supremo Tribunal Federal (STF), onde o episódio suscitou debate sobre onde termina o combate à desinformação e começa a restrição à liberdade de expressão.
Flávio Bolsonaro apontou membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como responsáveis por ajudar a propagar o boato. A entidade rejeitou qualquer envolvimento na circulação da informação. O senador dirigiu críticas também ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem atribuiu a intenção de interferir nos assuntos internos da Igreja Católica.
Disputa entre Lula: A disputa pela imagem da padroeira
Ao mesmo tempo em que negava o boato, Flávio participou de atos de campanha nos quais exibiu a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Do outro lado, Lula incorporou a figura da padroeira a eventos eleitorais. O presidente ergueu imagens da santa e afirmou que ela continuaria sendo a padroeira do Brasil. A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, usou medalha de Nossa Senhora Aparecida em compromissos públicos e participou de mobilização nas redes sociais com imagens do presidente ao lado da santa.
Diante da disputa, tanto a direção do Santuário Nacional de Aparecida quanto a CNBB divulgaram manifestações públicas. O santuário se posicionou contra a instrumentalização da fé. A CNBB criticou a apropriação política de um ambiente de devoção.
O precedente de 2022
A tensão em torno do 12/10 não começou em 2026. Em 12 de outubro de 2022, durante o segundo turno da eleição presidencial, Jair Bolsonaro visitou o Santuário Nacional de Aparecida. Apoiadores do então presidente provocaram tensão nos arredores da basílica.
Manifestantes vaiaram o arcebispo dom Orlando Brandes após uma homilia sobre os desafios de superar o ódio, a mentira e a fome. Houve também relatos de hostilidades contra jornalistas da TV Aparecida e contra fiéis que vestiam roupas na cor vermelha.
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